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segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Nova Política de Saúde Brasileira

No início da década de noventa do século XX o Brasil passou por uma intensa transformação político-administrativa implementada pelos Governos da abertura democrática objetivando preparar o país para a globalização, ou seja, um mundo unido pela informação e as diversas tecnologias e a competitividade econômica e da produção. Para tanto a criação do Plano Real para combater a inflação e estabilizar a economia criados pela equipe do então Ministro da Fazenda,  no Governo Itamar Franco, após o Impeachment do Presidente Fernando Collor, foi a base de uma também nova política social nacional. Necessitava-se agora abrir a economia, reduzir o tamanho do Estado, e incorporar políticas de inclusão social para reduzir anos de apartheid intra e inter-regionais, naquela época também decidiu-se privatizar e abrir as telecomunicações brasileiras, forças contrárias levantavam as bandeiras da soberania e dos direitos das famílias sobre as empresas estatais como se essas pertencessem "realmente" ao povo brasileiro e não fossem gigantes voltados ao uso de poucos, hoje os benefícios dessas políticas redesenharam um novo Brasil. É certo que no campo da saúde uma nova política nacional de saúde, traduzida pela implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) baseado nos princípios de universalidade, integralidade, equidade e horizontalidade das ações com ênfase aos conceitos preconizados da Promoção da Saúde reduziram o débito do Governo com as populações mais fragilizadas. Porém a mercadilização da saúde por setores médicos retrógrados aos movimentos plurais de saúde ameaçam constantemente essa nova política, desde o ano de 2002  transitava no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Ato Médico 268/2002 transformado no Projeto 7.703/2006 que  entre outras coisas buscava re-hierarquizar as profissões da saúde, deixando as diversas ciências e profissões sobre a tutela médica, impedindo a fluência democrática e complementar das ações de saúde, abandonando assim conceitos como complementariedade, mustidisciplinariedade e transdiciplinariedade, o que na prática traduzir-se-i-a em uma destruição por completo do SUS. 
No último dia 17 de junho do corrente ano o projeto foi aprovado quase por unanimidade no Senado Federal, com apenas um voto contra o do Senador Aloisio Nunes (PSDB-SP). Ciente do ultraje cometido pelo Congresso Nacional, a Presidente Dilma orienta por setores dos Ministérios da Saúde e Ministério do Planejamento vetou pontos importantes que impediam o exercício profissional de outras profissões, poriam em risco a saúde dos brasileiros e destruiriam a política de saúde do SUS. Por isso esses vetos tem que ser mantidos pelo Congresso Nacional como forma de corrigir o tremendo erro cometido.
Agora a Presidente Dilma anseia mais uma Revolução para o Brasil, abrir o país a chegada de novos médicos, médicos estrangeiros, capazes e cheios de conhecimentos sim, porque é isso que encontramos quando visitamos, participamos e ouvimos palestras em Congressos Internacionais de Saúde, nos mais diversos campos da medicina e outras profissões. Sejam bem vindo amigos estrangeiros, o povo sofrido e excluso das áreas das periferias das grandes cidades e das regiões pobres do norte, nordeste e Centro-Oeste deste país os espera com grande ansiedade e alegria, porque ruim é morrer ou perder um parente por falta de atendimento.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A LEI DO ATO MÉDICO AMEAÇA A SAÚDE DOS BRASILEIROS

Como estudioso e defensor da saúde coletiva, e isso não faço para aparecer ou ter proveito político, ao refletir sobre a aprovação da Lei do Ato Médico pelo Senado Federal no cobrir dos panos diante as manifestações em protesto do povo brasileiro fiz duas reflexões. A primeira, que os bons e honestos colegas médicos nunca dependeram e nem dependerão de uma lei de reserva de mercado que protege os maus profissionais e põe em risco a maioria da população brasileira desprovida de saúde no contexto que impede de forma clara o exercício profissional das outras categorias e sua intervenção necessária no resguardo da vida e saúde dos pacientes estimulando cada vez mais a medicalização da saúde - modelo ultrapassado , caro e ineficiente baseado no modelo econômico capitalista americano ao qual aquela sociedade mesmo diante do lobby comercial das grandes empresas de saúde que tratam a mesma como negócio e não como direito básico; e por isso uma grande afronta ao Sistema Único de Saúde do Brasil que mesmo diante de diversas e profundas falhas ainda é um dos mais universais e promotores de cidadania das américas permitindo desde ações de cuidados básicos como o tratamento de diarreias à procedimentos como tratamento de câncer, transplante de órgãos e tratamento das patologias mentais. A segunda refere-se a mais perigosa e desnecessária artimanha quanto ao exercício profissional, é a desnecessária hierarquização  dos profissionais da saúde que tornam-se subservientes a vontade do médico e sua atuação majoritária e carente de conhecimentos específicos de cada profissão, que diante da propositura da referida lei pelo Congresso Nacional fruto dos lobby da bancada médica na legislatura, resulta a grosso modo algemar e aprisionar a saúde,  detendo para a profissão médica conhecimentos científicos e técnicos das demais profissões como nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, entre outras; tal anseio além de esdrúxulo e malvado para com a sociedade poderia por si só ser considerado um crime hediondo, dado que rouba das profissões e seus atores direitos dantes adquiridos com repercussões que podem levar a morte social das mesmas e um aumento de proporções nunca vistos da exclusão dos mais pobres ao direito da saúde, já que como lei de reserva de mercado e diante de profissionais cada vez mais escassos nas áreas mais pobres ficará difícil garantir cidadania país a fora. Assim solicito das autoridades constituídas, em especial ao Ministério Público Federal e as diversas autarquias profissionais como COFEN, COFFITO, CFP, CFN, CFF, associações de profissionais, dentre outros a realizarem intensa mobilização social na defesa da saúde dos brasileiros ameaçada mais uma vez pelo corporativismo capital. TODOS CONTRA O ATO MÉDICO.
Assine o abaixo-assinado contra mais essa arbitrariedade dos políticos brasileiros em:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N20540
http://www.coffito.org.br/index.php?script=Arquivos&acao=visualizarArquivoAction&idArquivo=2454

terça-feira, 28 de maio de 2013

Gravidez Precoce, Pobreza e Saúde Pública

A muito nos meios acadêmicos se discute sobre GRAVIDEZ PRECOCE e POBREZA. Para alguns especialistas gravidez precoce é sinônimo de gravidez na adolescência ocorrida entre 15 e 19 anos, ou antes pois cada vez mais a iniciação sexual de crianças é mais frequente no mundo seja por violência doméstica ou fatores de risco tais como modismo entre os grupos sociais ou dos meios de comunicação. Diferentes destes, outros especialistas consideram a GRAVIDEZ PRECOCE aquela ocorrida quando não há uma estrutura familiar definida, seja fruto de um "percalço" durante a prática sexual como o que ocorre quando o sexo é feito sem proteção, e/ou os futuros pais não tem situação social e financeira definida como profissão ou colocação em emprego. Porém ambos os grupos de especialistas apontam duas características comuns a ocorrência da GRAVIDEZ PRECOCE, a primeira diz quanto ao baixo nível educacional e cultural, ou seja, pessoas com baixa escolaridade e nível de conhecimento cultural tendem a ser objeto deste problema também considerado de saúde pública; a segunda, diz respeito a pobreza, ou seja, quanto menor o poder aquisitivo de um família, mais exposta esta está suscetível ao nascimento de uma criança não planejada.
Mas por que consideramos este fato demográfico um problema de saúde pública? dizemos que é um problema de saúde pública toda a situação de risco social e de saúde que implica sobre o bem estar da sociedade, no caso da GRAVIDEZ PRECOCE, o nascimento de um filho não planejado impõe geralmente maior carga sobre os serviços de saúde e previdência social dado que aumenta a carga de dependência dos membros da unidade familiar em relação as ações do Estado. Assim, uma criança não planejada filha de pais que não tem sustento próprio, não possuem conhecimento sobre uma dieta apropriada, não detêm conhecimentos básicos de manutenção da saúde, não possuem moradia apropriada, nem formaram um ciclo familiar único em torno da criança a expondo a diferentes espaços familiares; sofre implicações tanto psicológicas como carência de assistência alimentar, ambiental e de saúde. No campo da saúde a incapacidade financeira em ofertar um plano ou seguro de saúde, e a necessidade de uso do Sistema Único de Saúde já extrapolado na relação oferta-demanda implica geralmente na falta de assistência e/ou perda de eficácia e efetividade quando essa é disponibilizada.

Mas a GRAVIDEZ PRECOCE pode ocorrer em famílias mais abastadas e com nível educacional mais elevado? Pode sim. Porém esses fatores são ditos de proteção para essa "entidade patológica", pois famílias mais estruturadas economicamente e com melhor nível educacional encontram-se geralmente mais estruturadas desde que promovem o diálogo interfamiliar, tem objetivos financeiros e de status social bem definidos, além do que, por isso estimulam seus filhos a prática do sexo seguro entre outras coisas. Contudo a falta do diálogo quando acontece é fundamental para que estas venham a serem, digamos, pegas de surpresa.    

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Breve reflexão epistemológica sobre Fisioterapia e Ciência

Alguns colegas fisioterapeutas têm nos últimos anos imprimido discussões sobre se a Fisioterapia pode e deve ser considerada uma ciência, partindo de afirmações abstratas e mercadológicas tipo "Fisioterapia é ciência!", porém muitos desses não encontram em si nenhum embasamento teórico-metodológico sobre o que é a Fisioterapia ou mesmo ou que seja ciência. Esse artigo busca esclarecer aos profissionais de saúde, principalmente àqueles denominados Fisioterapeutas, sobre o significado epistemológico da Ciência e da Fisioterapia. Para tanto fizemos busca em extensiva literatura disponível nas bases de dados da Scielo e Pubmed.
Epistemologia é o ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento humano, pelo que também é designada de “teoria do conhecimento"Ciência (do latim scientia é traduzida como conhecimento) refere a qualquer conhecimento ou prática sistemática desenvolvida pelo homem em um campo delimitado de estudo. Portanto carece de método próprio de investigação denominado método científico, que busca o entendimento das verdades existentes no universo, percebidas pelo homem no seu percurso de vida, não obstante estável, mas dinâmica, pois as verdades da ciência evoluem com a produção da própria ciência e de como esta é percebida pelo homem.
Quanto à natureza da ciência esta pode ser respondida a partir de diferentes pontos de vista. A pergunta “O que é ciência?” pode ser pode receber conotação empírica (o que tem sido historicamente a ciência?),  conotação normativa (o que deveria ser a ciência?), conotação do tipo analítico ( o que poderia vir a ser a ciência?)
Não obstante a isso, a Fisioterapia é definida pelo Conselho Federal de Fisioterapia como ciência do Universo da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia (movimento), da sinergia funcional, e da patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais. Pelo exposto podemos afirmar que Fisioterapia é ciência, mesmo que a grande maioria dos profissionais desta ainda não produzam estatísticas confiáveis e desenvolvam estudos confiáveis, ainda estando a mesma assolada no “desconhecimento” proposital e irresponsável de muitos que vendem tratamentos mágicos e nada eficazes, enquanto uma minoria dividida em diversos países luta incansavelmente para a construção desta ciência produzindo uma nova realidade baseada em evidências.






quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Doenças Reumáticas

As doenças reumáticas são patologias que alteram geralmente ossos e articulações, porém, podem atingir órgãos internos como coração , fígados e rins como acontece na Artrite Reumatoide. No Brasil cerca de 10% da população tem pelo menos uma dos cem tipos de doença reumática catalogadas. Mas como reconhecer essa classe de doença? Os principais sinais e sintomas de reumatismo são dores nas articulações, deformidades articulares, vermelhidão, inchaço, febres intermitentes e lesões de pele. Mas apesar destes, o diagnóstico diferencial ainda é difícil, geralmente necessitando de exames complementares como provas de reagentes sanguíneos que devem ser solicitados pelo fisioterapeuta ou médico assistente, mesmo assim exames falso positivo ou negativos podem esconder a doença, por isso dizemos que para os profissionais de saúde a clínica, ou seja, a observação do histórico pessoal e familiar do paciente e a evolução do quadro sintomático são soberanos diante do estabelecimento do diagnóstico final.
Os reumatismos possuem qualidades epidemiológicas específicas, ou seja, possuem um quadro de surgimento bem definido por idade, sexo e/ou raça. Assim, as osteoartroses e a osteoporose são mais frequentes na população de idosos; doenças como Febre Reumática e Artrite Juvenil Idiopática ( refere-se ao não estabelecimento de causa provável) em crianças; Artrite Reumatoide, Fibromialgia e Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) em mulheres, principalmente na faixa etária entre 30 e 50 anos; etc. 
Existe cura para as doenças reumáticas? Não. Porém existe tratamento, e ele deve ser realizado de forma integral, sendo composto essencialmente por uso de medicamentos, fisioterapia continuada, apoio psicológico e orientação nutricional. No caso da fisioterapia esta além de reduzir os sintomas como dor e inchaço, reduz a velocidade de avanço da doença, previne o estabelecimento de incapacidades e até a perda de funcionalidade e a melhoria da qualidade de vida, enquanto que os pacientes quando não inclusos em um programa de reabilitação física tendem rápido a inatividade e a restrição ao leito, com maior risco de complicações e até o óbito precoce.
Por fim, apesar de ser um grupo de doenças geralmente de causas desconhecidas, a pesquisa científica avançou muito nos últimos anos, sabe-se hoje que algumas doenças são de causa genética ou dependem mais dos estilos de vida, do que prevenir também possível e por isso o melhor tratamento. no caso de crianças dores e inflamações devem ser logo tratadas procurando um médico e impedindo que o organismo causador da Febre Reumática, o Estafilococos Aureos, possa migrar para corrente sanguínea danificando as valvas cardíacas e articulações, através do uso de antibióticos como a penicilina benzatina. no caso de adultos e idosos a prática de atividades físicas, uma alimentação saudável a base de frutas, verduras e legumes com exclusão de alimentos industrializados (embutidos, conservas e possuidores de corantes), deixar de fumar, reduzir ou abolir o consumo de álcool, restringir o uso de medicamentos que ajudam ao estabelecimentos dessas doenças (corticóides, antiácidos e hormônios para controle da tireóide) e combater a obesidade são estratégias importantes contra essas doenças.
As Clínicas Gilmar Barros estão equipadas para atender todas as demandas provenientes das Doenças Reumáticas sendo referência no Estado no diagnóstico e estabelecimento de programas específicos. Marque sua consulta.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia em Santa Maria: de quem é a culpa?

Ao acordar nesse último domingo, 27 de janeiro de 2013, me deparei com mais uma notícia triste do Brasil, o noticiário de jornais nacionais e internacionais davam conta de um incêndio em uma boate na cidade de Santa Mario no Estado do Rio Grande do sul que teria vitimado pelo menos mais de 100 pessoas, passava o tempo e os números subiam, até o momento os números oficiais apontam 231 óbitos de jovens universitários e um número incerto de feridos que ainda correm risco de vida devido a fumaça tóxica que saíram de suas residências para explorar seus sentimentos de paz e alegria com amigos, ou simplesmente dá um flertada e até encontrar a alma gêmea, como costumam dizer. Mas de quem será a culpa pela tragédia? E por que um blog de Fisioterapia e Saúde exploraria esse tema. Primeiro, vejamos, que a vida humana é o objeto principal do cuidado em saúde, e por isso, nos importa escrever tão triste e crítica situação ocorrida. Segundo, vamos explorar a culpa como os meios de comunicação de massa, televisão e jornais não o farão, pois priorizam o sensacionalismo a uma discussão apurada e séria, pois a audiência é o que mais importa nesses momentos. Pois bem, é fácil colocar a culpa da #tragédiaSantaMariaRS no donos da boate ou mesmo dos cantores que utilizaram o sinalizador. Isso é muito fácil. Porém, e os funcionários públicos que trabalham na Vigilância Sanitária ou no Setor de Concessão de Alvarás de Funcionamento e o Corpo de Bombeiros e que liberaram o local para eventos anteriormente e provavelmente recebedores de baixos salários e carentes de capacitação para tal, isso para não incorrermos o risco de rotulá-los de corruptos passivos sem os sê-los é o mais difícil, não? Claro que sim. O problema no Brasil é que os serviços públicos cobram bastante, mas cobram dinheiro por impostos-taxas e emolumentos, sempre é o que importa para os gestores, o boleto com confirmação de pagamento bancário que geralmente é utilizado para engordar as benesses dos que vivem no poder e de seus partidários políticos, assim questões como eficácia, eficiência e resolutividade são deixados a velha máxima: " A Deus dará". Portanto amigos fiquemos atentos que Santa Maria é só um pedaço do Brasil que fica bem perto da casa de cada um de nós, quando por motivos outros fechamos nossos olhos a realidade cruel da corrupção brasileira, quando nos permitimos corromper ou ser corrompidos, não simplesmente ao dar ou receber dinheiro sujo, mas ao sabê-lo e não denunciá-los, ao votarmos como nossos representantes só por amizades ou paixão políticas quando o que realmente importa, a vida humana, é deixada na latrina dos conceitos imorais da sociedade moderna decadente de valores. Um país sério cuida dignamente da sua gente, exige-se segurança, normas são respeitadas, funcionários públicos são capacitados e recebem salários dignos para não serem vítima da necessidade de corromper-se, pais ensinam valores Moraes e éticos aos seus filhos, e a Igreja atua não como o arrecadador bancário de depósitos de graças compradas como se ver por ir parafraseando nosso amado Padre Reginaldo Mansotti referindo-se a mercadilização da fé, mas evidente em algumas falsas seitas protestantes fundamentalistas fundadas no quintais da escuridão, quando disse: “A espiritualidade está uma bagunça, Jesus virou franquia.” Por fim, precisamos repensar a nossa parcela de culpa, a parcela das instituições outorgadas de poder e transformar essa sociedade malogra.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O engodo dos cursos de especialização em Fisioterapia

Cada dia mais recebo em minhas clínicas tanto no interior como na capital cearense profissionais em busca de uma oportunidade de trabalho oriundos dos cursos de especialização em Fisioterapia, sejam eles Traumato-ortopédica, Neurofuncional ou outros realizados aqui no Ceará e até mesmo em estados vizinhos e até mesmo das abastadas regiões Sul e Sudeste. Geralmente são profissionais recém-formados que ansiando uma melhor qualificação para o mercado de trabalho gastam suas economias e/ou até aqueles recursos minguados da família em um curso desses de pós-graduação 'latu sensu" almejando ao final do curso uma boa colocação de emprego e estabilidade financeira. Mas qual o problema? O problema é que esses cursos não estão formando egressos qualificados para o mercado de trabalho e as necessidades urgentes de uma sociedade cada vez mais necessitada dos serviços de saúde, principalmente no tocante a recuperação da saúde, manutenção das capacidades funcionais e/ou conquista de novas habilidades pós-trauma ou lesão. Ora mas por que isso acontece? Acontece porque esses cursos são mal geridos e montados, deixam de premiar em suas grades curriculares disciplinas essenciais a boa formação. Dado que, atualmente tudo hoje em Fisioterapia no Brasil, e mais especificamente nas Regiões Norte e Nordeste tende a "mágica", de repente Fisioterapia virou sinônimo de Terapias Manuais ou Osteopatia, basta apenas estalar alguém e parece que tudo foi resolvido, em detrimento de disciplinas que aprofundem conhecimento em Anatomofisiologia, Testes de Avaliação Musculares, Métodos variados de Ginástica Vertebral, Reprogramação Sensitivo-motora, Biofísica e Eletroterapia Aplicada, Radiologia, Farmacologia, Avaliação e Prescrição de Mecanismos Ortopédicos fixos e flexíveis  Avaliação em Pré-Operatório e Pós-operatório de Cirurgias, dentre outras tanto quanto importantes. Sou certificado em Osteopatia pela Escola Brasileira de Osteopatia e Terapia Manual (EBOM), mas a Osteopatia é apenas mais um instrumento de intervenção terapêutica na clínica diária em meu consultório. E isso tivemos certeza maior quando participamos do V Congresso Internacional de Terapia Manual realizado em Fortaleza no ano passado, por sinal um Congresso  de altíssimo teor científico, que oportunizou de forma central, diria até mais que a Terapia Manual a  Fisioterapia baseada em evidências. Portanto, caros leitores a Fisioterapia urge de profissionais qualificados, críticos de suas capacidades e necessidades científicas e profissionais, e isso cabe exigir honestidade e dedicação tanto dos profissionais matriculados nesses cursos como aos professores e executivos responsáveis pela construção e disponibilização desses cursos no mercado. Mais que um certificado de papel precisamos de cérebros bem nutridos. Por fim, um abraço e lembrem-se fujam do engodo e exijam respeito!