A SOCIEDADE BRASILEIRA DE QUADRIL(SBQ) fez uma
campanha para falar da importância do uso de bengalas para conter a epidemia de
fraturas em idosos, então eu, Dr.Robson Alves do Nascimento, Médico Ortopedista
e Traumatologista, membro da SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E
TRAUMATOLOGIA(SBOT), achei por bem divulgar essa campanha.
A utilização de bengalas pelos idosos, que
ainda é vista de forma preconceituosa, poderia evitar até 60% das quedas e
fraturas de fragilidade em que, segundo os mais recentes dados do ministério da
Saúde foi causa de 85.939 internações anuais, o que representa crescimento de
30% em cinco anos.
A afirmação é de Carlos Cesar Vassalo, da SOCIEDADE
BRASILEIRA DE QUADRIL, diretor de
comunicações da SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA. Ele divulgou
a campanha em dezenas de jornais, sites da internet e chegou ao Jornal Nacional,
ao qual lembrou que só no Estado de São Paulo há 30 internações diárias de
idosos devido a fraturas de quadril. “E não é só no Brasil que nos preocupamos
com o que está ocorrendo”, diz ele, pois estudo da University College de
Londres prevê aumento de seis vezes das fraturas de fragilidade na América
Latina, em 20 anos.
Para Itiro Suzuki, da equipe
multidisciplinar de Ortopedia Geriátrica do IOT do HC/USP, dependendo da condição
do idoso a bengala é um recurso importante. “O idoso perde massa muscular –
sarcopenia – e tem afetado o equilíbrio e a coordenação motora”, diz ele, por
isso a recomendação de exercícios físicos para prevenção da queda, é
“primordial para fortalecer a musculatura”.
Itiro lembra também que com a idade algumas
pessoas tendem a andar um pouco curvadas e essa postura alterada modifica o
centro da gravidade e a bengala ajuda a dar maior segurança na caminhada. Ele
recorda também que na parte ambiental há muito a fazer pela prevenção e
defender a chamada “casa segura” com pisos antiderrapantes, retirada de
obstáculos, de tapetes e um ponto importante, a iluminação, principalmente no
caminho entre o quarto e o banheiro, pois o idoso que se levanta à noite corre
o risco de tropeçar, se não houver alguma iluminação no trajeto.
No Japão, onde
22% da população já tem mais de 65 anos, foi lançada
recentemente a calça com airbag, semelhante à usada em provas de velocidade com
motocicletas. O produto, que fez sucesso na “Milan Fashion Week”, apelidado de
“ human airbag” foi apresentado pela primeira vez na “Home Care and Rehabilitation
Exhibition Tokyo”, e os dois airbags que, inflados, são pouco maiores que bolas
de futebol, pesam 1,1k, levam 0,1 segundo para se inflarem e protegem tanto o
quadril, numa queda de costas, como a cabeça.
Especificamente para proteger a cabeça, os
geriatras brasileiros estão recomendando o uso de capacete de motocicleta
dentro de casa, para idosos com históricos de quedas frequentes. Em Portugal,
entretanto, o Consorcio Ageing@Coimbra, voltado para a valorização e bem estar
do idoso aposta também no treinamento de Tai Chi, que ajuda o equilíbrio e
reduz o risco de queda, sem descuidar do incentivo à bengala que, segundo o
estudo da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade
de Coimbra reduz de 20 a 25% o peso descarregado sobre os membros, durante a
caminhada.
“E a bengala é barata”, complementa Vassalo,
custa de R$ 16,00 a R$ 40,00, e tem uma excelente relação custo-benefício,
“levando-se em conta que dados estatísticos mostram que 30% dos idosos sofrem pelo
menos uma queda por ano e em 5% dos casos acontece a fratura e o pior, o índice
de complicações correlatas é alto e a mortalidade atinge até 20% em 12 meses
nas fraturas do quadril”.
Ainda segundo Vassalo, os EUA gastam 10
bilhões de dólares anuais apenas para tratamentos das fraturas de quadril e no
Brasil a população idosa já corresponde a 14,3% da população. O IBGE informa
que 23,5 milhões de brasileiros ultrapassaram os 60 anos, entrando na faixa
etária onde a fratura é mais frequente e poderia ser evitada com o uso da
bengala, se registrado problema de equilíbrio.
DR. ROBSON ALVES DO NASCIMENTO
MÉDICO ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA
CRM-CE 11.371
Contato:
Clínica Dr. Gilmar Barros
Rua José de Queiroz Pessoa - 2547 / Planalto Universitário - Quixadá - CE (88) 3412-2949 / 9.9746-5555

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