É muito comum alguns pacientes chegarem ao meu consultório já dizendo que têm DUAS, TRÊS OU MAIS hérnias de disco e trazendo consigo uma pilha de ressonâncias magnéticas de toda a coluna vertebral e que, muitas vezes, não justificam suas dores !
Então...eu pergunto primeiro: O que você sente ? O que te trouxe ao meu consultório ? Como eu posso te ajudar ?
Daí, o paciente, por sua vez, começa a relatar que no momento está com dor leve, mas sentiu uma forte dor na coluna há 06 meses quando foi apanhar algo no solo e sentiu uma "travada" na coluna. A dor foi intensa, ele ficou desesperado e foi direto para um hospital de emergência. Recebeu um analgésico na veia e fez uma ressonância de urgência. Poucos dias depois a dor aliviou. O resultado da ressonância revelou TRÊS protrusões discais na região lombar. Mostrou a ressonância a vários especialistas que lhe indicaram cirurgia. Como a dor havia aliviado, optou por não fazer a cirurgia. Evoluiu com crises recorrentes de dor geralmente relacionada a esforços físicos. Ouviu falar que existem médicos especialistas em dor e resolveu procurar.
Essa é uma rotina quase diária no meu consultório. Pacientes com dores na coluna que "não são explicadas por completo pelas alterações encontradas nos exames de imagem".
Segundo pesquisas feitas em grandes centros dos Estados Unidos, a maioria das dores lombares persistentes não têm nenhuma causa reconhecível em estudos de imagem e é geralmente atribuída à tensão muscular ou lesões ligamentares (65% - 70%).
A maioria dos estados dolorosos incluem alguns tipos de dores provenientes de estruturas que compõem a coluna vertebral e da musculatura paravertebral e não é fácil na prática clínica identificar as estruturas exatas geradoras de dor. A causa das dores crônicas recorrentes na coluna podem não estar exatamente nestas estruturas que são analisadas nos exames de imagens. Podem estar nos músculos e seus envoltórios (fascias) cujas alterações não aparecem nos exames de imagem. Chamamos a isto de SÍNDROME DOLOROSA MIOFASCIAL. Esse tipo de dor ocorre em uma grande parcela da população, principalmente mulheres e atinge pessoas da faixa etária dos 20 aos 49 anos, inativas e sedentárias. É raro em crianças e adolescentes.
Essa síndrome é caracterizada pela presença de PONTOS GATILHOS que são foco de irritabilidade em um músculo facilmente detectávelpela palpação onde se detecta um nódulo causado por uma banda muscular tensa. Pode acometer qualquer músculo do nosso corpo e podem persistir por meses ou vários anos até o paciente receber o tratamento adequado.
Esta síndrome dolorosa pode causar: dor de cabeça, dor no pescoço, dor na mandíbula, dor lombar, dor pélvica e dores nos braços e pernas.

Síndrome miofascial do músculo glúteo mínimo
Síndrome miofascial do músculo piriforme
Síndrome miofascial do músculo piriforme
Muitas vezes um músculo acometido com ponto-gatilho miofascial pode "simular" uma dor decorrente de hérnia de disco, como por exemplo , quando o músculo glúteo mínimo ou o músculo piriforme estão com pontos-gatilhos.
Como diagnosticar ?
O diagnóstico baseia-se na identificação do ponto-gatilho ou doloroso numa banda de tensão muscular e na reprodução da dor durante o exame clínico.
Parece um diagnóstico fácil , mas não é. O médico precisa ter um vasto conhecimento sobre outras doenças que podem se apresentar com dores semelhantes, precisa saber exame neurológico, precisa ter bons conhecimentos de exames de imagem para poder excluir outras fontes de dor e direcionar o tratamento para a causa desta dor e, desse modo, poder, tratar o paciente por completo.
Como tratar ?
Existem diferentes abordagens que podem ser feitas para tratar os pacientes com Síndrome Dolorosa Miofascial, sempre dentro de uma visão holística e multidisciplinar. O objetivo principal é promover o alívio imediato da dor de forma a permitir que o paciente inicie um tratamento Fisioterápico. Este tratamento é o que lhe trará resultados mais duradouro
Quando não respondem ao tratamento medicamentoso e Fisioterápico, resta fazer "desativação" dos PGs através do bloqueio de nervos periféricos (ou de pontos-gatilhos) visando interromper o círculo vicioso dor-espasmo-dor.Existem diversas formas para atingir este objetivo que vão desde agulhamento seco (utilizando agulhas de acupuntura), passando por bloqueios anestésicos e, em alguns, casos podem necessitar de procedimentos neurocirúrgicos.
Com quem tratar ?
Dor é uma área de atuação de oito especialidades médicas: Neurocirurgia, Neurologia, Anestesiologia, Fisiatria, Acupuntura, Ortopedia, Clínica Médica e Reumatologia. Geralmente se faz um curso de pós-graduação (após a residência médica) com duração mínima de um ano e só depois podem fazer a prova de Título de Especialista em Dor da Associação Médica Brasileira.
Currículo Dr. Nêuton Magalhães
Dr. Nêuton Magalhães é Neurocirurgião Funcional. Fez treinamento ( durante 03 anos, (após a residência de Neurocirurgia) em tratamento neurocirúrgico da dor e doença de Parkinson no Grupo de Dor USP. Tem Doutorado no Departamento de Neurologia da USP, na área de dor lombar.
Contatos e marcação de consultas :
Clínica Dr. Gilmar Barros
Rua José de Queiroz Pessoa - 2547 - Planalto Universitário
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(88) 3412-2949 / 9.9746-5555
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