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quinta-feira, 1 de março de 2012

BENEFÍCIOS DA TERAPIA POR RAIO LASER EM FISIOTERAPIA


O termo LASER é um acrônimo do inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiantion que significa “Amplificação da Luz por Emissão Estimulada e Radiação”, sendo este o principio em que foi baseada sua criação. Ele constitui-se em uma radiação eletromagnética específica obtida a partir de um mecanismo especial de emissão, em que determinada substância é estimulada a emitir radiação, a partir do fornecimento de energia aos seus átomos (KITCHEN, 2003; LOW; REED, 2001). Diferencia-se da lâmpada comum pela monocromaticidade (possui um cor somente – a luz comum é um composto de sete cores), a coerência (todas as ondas de fotón que compõe o feixe estão em fase) e a direcionalidade ou colimação ( propaga-se em ondas praticamente paralelas).
O laser de baixa intensidade é uma modalidade terapêutica eletromagnética relativamente nova, obtida a partir de um mecanismo especial de emissão, que o fisioterapeuta pode usufruir para o tratamento de seus pacientes (ORTIZ et al., 2001). Há algum tempo, estudos têm expressado sobre a interação e influência entre radiações eletromagnéticas, como o laser, em sistemas biológicos, como tecido, organelas e células isoladas, no tratamento de enfermidades com o objetivo principal de diminuição de processos inflamatórios e dolorosos, bem como, de cicatrização e reparação tecidual (BAXTER, 1997).
Os lasers terapêuticos mais usados na pratica clinica e laboratorial encontram-se em uma faixa espectral variada entre o visível e infravermelho, com destaque para o de Hélioneônio (He-Ne), na faixa visível, e os de arseneto de gálio (Ga-As) e arseneto de gálio e alumínio (Ga-Al-As), também denominados de semicondutores ou diódico, com emissão na faixa do infravermelho ou visível. O intervalo espectral mais utilizado se encontra entre os comprimentos de onda de 630 e 130 nm (nanômetro), constituindo a chamada “janela terapêutica” para tecidos biológicos (BAXTER, 1997; KITCHEN, 2003; ORTIZ;BRASILEIRO, 2004).
A ação do laser de baixa intensidade (LLLT) sobre o tecido está relacionada à possibilidade desta terapia inibir o aparecimento de fatores quimiotáxicos nos estágios iniciais da inflamação, de interferir nos efeitos dos mediadores químicos induzidos pela inflamação e inibir a síntese das prostaglandinas (CAMPANA et. al.,1999). O efeito analgésico justifica-se, pelo caráter antiinflamatório, por interferência na mensagem elétrica, pelo estímulo à liberação de ß-endorfina, por evitar a redução do limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos, pela eliminação de substâncias algógenas e pelo equilíbrio energético local (VEÇOSO, 1993).
A laserterapia tem sido utilizada no tratamento de doenças inflamatórias, principalmente aquelas que acomentem o sistema musculoesquelético, como a lombalgia crônica (BROSSEAU; WELLS; MARCHAND, 2005; GUR; COSUT; SARAC, 2003). As vantagens terapêuticas da terapia com laser têm sido reportadas por vários autores. O laser é indicado no tratamento de artrite reumatóide com moderador da dor e do edema (BROSSEAU; WELLS; MARCHAND, 2005), aceleração no reparo de fraturas ósseas e neoformação óssea (TRELLES; MAYAYO, 1987; TAKEDA, 1988), em lesões dermatológicas como úlceras, queimaduras lesões abertas (CAMBIER ET AL, 1996; LUCAS; GEMERT; HAAN, 2003) acelerando a cicatrização, devido, principalmente, a síntese de colágeno (RIGAU, 1996) e tratamento de lesões nervosas centrais – medula – e em nervos periféricos (ROCHKIND ET AL, 1989; PADUA ET AL, 1999).
Algumas contra-indicações são: a irradiação prolongada direta sobre a área dos olhos, irradiação do feto ou útero gravídico, irradiação sobre processos neoplásicos (câncer), áreas hemorrágicas, áreas com diminuição de sensibilidade térmica ou dolorosa, irradiação de tecidos infectados abertos ou dermatites tópicas, irradiação de cartilagem de conjugação em crianças. Irradiação de gônodas (testículos e ovários), irradiação de gânglios simpáticos e do Nervo Vago em pacientes cardíacos.
Atualmente nossa clínica possui um aparelho de TERAPIA LASER disponível a todos os nossos pacientes, com aplicação em pprocessos inflamatórios de músculos e tendões, lombalgias, ciáticas, tratamento de úlceras diabéticas e de pressão, artrites, artroses e outros processos patológicos. Agende uma consulta e beneficie-se de mais esta modalidade de tratamento.  

REFERÊNCIAS:

BAXTER, G. D. Therapeutic lasers: theory and practice. United States of America: Ed.Churchill Livingstone, 1997.

BROSSEAU, L.; WELLS, G.; MARCHAND, S. Randomized controlled trial on low level laser therapy (LLLT) in the treatment of osteoarthritis (OA) of the hand. Lasers Surg Med, v.36, p. 210-219, 2005.

CAMBIER, DIRK C. P. T. Et al. Low-Power Laser And Healing of Burns : A Preliminary Assay. Plastic Reconstruc. Surg. v.97, n.3, p. 555-558, 1996.

CAMPANA, E. A.; MOYA, M.; GAVOTTO, A.; JURI, H.; PALMA, J. A. The relative effects of He Ne laser and meloxicam on experimentally inced inflammation. Laser Therapy, v. 11, n. 1, p. 36-41. 1999.

GUR, A.; COSUT, A.; SARAC, A. J. Efficacy of different therapy regimes of low-power laser in painful osteoarthritis of the knee: a double-blind and randomized-controlled trial.Lasers Surg Med, v.33, p. 330-338, 2003.

KITCHEN, S. S. Eletroterapia: Pratica baseada em evidências. São Paulo: Ed. Manole Ltda, 2003. P. 267-283.

LOW, L.; REED, A. Eletroterapia Explicada: Principios e Pratica. 3. Ed. Barueri-SP. Manole, 2001.

LUCAS ,C.; VAN GEMERT, M.J, DE HAAN ,R.J. Efficacy of low-level laser therapy in the management of stage III decubitus ulcers: a prospective, observer-blinded multicentre randomised clinical trial. Lasers Med Sci. v. 18, n. 2, p. 72-77, 2003.

ORTIZ, M. C. S.; BRASILEIRO, J. S. Aplicações dos recursos eletrotermofototerápeuticos em idosos. In: REBETATO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a pratica da assistência ao idoso. Barueri: Manole, 2004. p. 167- 214.

ORTIZ, M. C. S.; CARRINHO, P. M.; SANTOS, A. A. S; GONÇALVES, R. C; PARIZZOTO, N. A. Laser de baixa intensidade: princípios e generalidades - Parte 1. Fisioterapia Brasil, v. 2, n. 1, p. 221-240, 2001.

PADUA, L. et al. Clinical outcome and neurophysiological results of low-power laser irradiation in carpal tunnel syndrome. Lasers in Medical Science, V:14, p. 196 – 202, 1999.

RIGAU I MAS, J. Acción de Ia Luz Láser a Baja Intensidad en Ia Modulación de Ia Función Celular. 1996, 208f. Dissertação (Doutorado em Medicina). Universitat Rovira í Virgili, Espanha.

ROCHKIND, S. et al.
Systemic effects of Low-Power Laser irradiation on the peripheral and central nervous system, cutaneous wounds, and burns. Lasers Surg Med, v.9, p.174-182, 1989.

TAKEDA, Y. Irradiation effect of low-energy laser on alveolar bone after tooth extraction. Experimental study in rats. International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, V. 17, p. 388-391, 1988.

TRELLES, M.A e MAYAYO, E. Bone fracture consolidates faster with low-power laser.
Lasers Surg. Med. V. 7, p. 36-45, 1987.

VEÇOSO, M. C. Laser em fisioterapia. São Paulo: Louvosie, 1993.

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