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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Tenho hérnia de disco: preciso operar?

A Dor na Coluna Lombar ou Lombalgia, é uma das entidades nosológicas que mais levam pacientes a consultórios e clínicas de fisioterapia no Brasil e no mundo. A Dor lombar constitui uma causa frequente de "adoecimento" e incapacidade, sendo sobrepujada apenas pela cefaléia entre os distúrbios dolorosos que afetam o homem, sendo que esta responsável por um alto índice de absenteísmo, afastamentos e aposentasorias junto a Previdência Social.
No século passado os escassos meuo clínicos e diagnósticos dizia-se que apenas 15% das lombalgias poder-se-ia chegar a um diagnóstico causal. O aprofundamento dos estudos clínicos e a utilização de exames complementares cada vez mais qualificados relata a literatura permite hoje pelo menos identificarmos até 85% das causas que levam a dor lombar, e por isso propõe-se hoje o uso do termo Doença da Coluna Vertebral Lombar (DCVL). 
A utilização do termo principalmente por profissionais clínicos generalistas permite a busca e identificação de sinais de alerta da doença, aumentando a acurácia clínica do diagnóstico e por vez a melhor efetividade e eficácia do tratamento proposto. 
No caso de cirúrgias de dores lombares derivadas ou não de hernia de disco o fisioterapeuta clínico ou o médico devem seguir as orientações das Diretrizes Guidelines de Fundamentos Diagnósticos e Tratamento das Doenças da Coluna Vertebral Lombar, são elas: 

1) na lombalgia mecânica comum o tratamento será sempre conservador, exceto, quando outras medidas com uso de medicamentos e fisioterapia não imprimirem melhora da dor e da funcionalidade. 
2) No caso de discopatias, o profissional fisioterapeuta ou médico deve primeiro relacionar os achados clínicos com os exames de imagem para ter segurança de que a causa da dor é mesmo da compressão radicular. Nestes casos a dor deve está instalada havia mais de 90 dias sem melhora a outros tratamentos ditos conservadores, tais como fisioterapia, atividades físicas aeróbicas, reeducação postural e isopilates, e medicamentos; déficit neurológico grave agudo (adquirido em menos de três semanas) com ou sem dor; lombociatalgia hiperálgica; 
3) Nas lombalgias infecciosas como espondilodiscistes e sacroileítes com evolução desfavorável. 
4) No estreitamento do canal lombar em caso de sinais de comoressão da calda equina, tais como, alterações dos insfincters anal e urinário, alterações da potência sexual, marcha claudicante neurogênica intermitente incapacitante e progressiva e na ciática que não responde a medicamentos e modalidades fisioterapêuticas. 
5) Na espondilolise , ou seja, o escorregamento de uma vértebra superior em relação a sua vértebra imediatamente inferior, ocorre geralmente em atletas e o nível mais comum é de L5 em relação ao Sacro. E nas Espondilolisteses traumáticas ou degenerativas com dor lombar que não melhorem com o tratamento medicamentoso e fisioterapia. 

Países como Canadá, Austrália e Inglaterra os profissionais fisioterapeutas são os responsáveis pela triagem dos pacientes não responsivos ao tratamento conservar para encaminhamento aos cirurgiões da coluna. Nesses países, além de ser uma prática clínica corriqueira, ganham as empresas de planos e seguros de saúde chegam a economizar milhões de dólares e os pacientes que são protegidos muitas vezes de procedimentos desnecessários e até as lesões e intercorrências de submissão a um tratamento cirúrgico, e por vez também o setor previdenciário que evita assim arcar com um maior número de homens e mulheres definitivamente incapacitados. 
Procurar um bom profissional fisioterapeuta e médico para dirimir todas as dúvidas quanto a prevenção e tratamento da Doença da Coluna Vertebral Lombar sempre será a melhor opção. 


domingo, 7 de junho de 2015

A Corrida e sua saúde

A corrida ou running é hoje um dos esportes mais populares, praticada individualmente, por casais e até famílias inteiras. A busca por saúde da geração wellness é uma máxima, manter o corpo definido, controlar a gordura e o sal nos alimentos, combater o evelhecimento precoce, tudo isso leva milhões de brasileiros a academias, clínicas e spas. Mas qual o melhor e mais seguro caminho para iniciar uma prática esportiva? Para o Médico Cardiologista Ricardo Silveira  Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Membro da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica qualquer pessoa antes de iniciar uma prática esportiva deve procurar um consultório médico para um diagnóstico preventivo das condições cardiovasculares. A avaliação clínica também difere de acordo com a idade e doenças corxistentes, um jovem por exemplo além do exame clínico onde o médico interroga sobre doenças pré-existentes e realiza o exame físico o médico geralmente usa de um Eletrocardiograma para avaliar o ritmo eletrico do coração e encontrar possíveis bloqueios e/ou arritmias, já em idosos podem se fazer necessários exames como o Ecocardiograma e o Teste Ergométrico. Ricardo Silveira alerta ainda, que o exercício físico regular é um grande aliado na manutenção da saúde do coração e tratamento de doenças cardiovasculares, mas que nem todas as pessoas podem praticar atividades extenuantes como a corrida,  a exemplo de indivíduos portadores valvulopatias, anginas e aritmias complexas e que atletas profissionais e de alto rendimento necessitam uma avaliação cardiológica anual. A Nutricionista Mayna Cabral do Stúdio M2 em Quixadá, centro especializado em treinamento de alta performance e nutrição, a prática da atividade física também depende de uma boa alimentação e hidratação, segundo a especialista 15 minutos antes da corrida  podemos optar por carboidratos de rápida absorção, como um copo de suco de melancia ou de laranja, pão branco com geleia. Durante, não devemos esquecer de se hidratar - os líquidos sao fundamentais para repor a perda de água e eletrólitos. Até uma hora de corrida - água. Depois disso podemos optar por bebidas esportivas. Imediatamente após a corrida, uma boa opção - banana com aveia e mel, pão branco com queijo magro e suco de fruta.
No campo da fisioterapia recomenda-se alongamento prévio a atividade física e após a corrida. A superfície também deve ser levada em consideração, correr no asfalto aumenta a descarga sobre as articulações do pé, tornozelo e joelho, enquanto correr na areia ou grama o impacto é bem menor. Pesquisas realizadas e publicadas em importantes revistas internacionais concluiram que correr descalço é bem mais proveitoso, além de reduzir a força de impacto melhorar a fase de apoio do médio pé, essas pesquisas fizeram com que as grandes marcas de calçados desenvolvessem os tênis minimalistas que tentam reproduzir a corrida descalça. O Fisioterapeuta traumatologista do esporte pode tambêm se utilizar de avaliação biomecânica para avaliar a força da pisada, os ângulos de quadril, joelho e tornozelo, a velocidade média e em momentos, dados que serão utilizados na análise do movimento para melhora do rendimento e até mesmo a prevenção e o tratamento de alterações musculoesqueléticas.