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sexta-feira, 30 de março de 2012

CUIDADO COM SEU SUSHI!



As doenças cronicodegenerativas já representam a segunda maior causa pelos internamentos hospitalares na Rede Pública de Saúde do SUS, sendo portanto hoje de grande preocupação de profissionais da saúde e gestores no Brasil. No mundo todo, o crescimento das doenças crônicas é uma realidade e traz importantes preocupações, hipertenção e diabetes tipo 2, doenças relacionadas ao estilo de vida despontam com as mais prevalentes e muitas vezes andam juntas, principalmente na população idosa.  Daí , atualmente muitas pesquisas em todo mundo buscarem conhecer os mecanismos que causais e de controle dessas doenças. 
Um estudo de Meta-análise publicada pelo British Medical Journal (BMJ) mostrou que o consumo de arroz branco pode aumentar o risco de diabetes mellitus tipo 2. Este risco está associado à porção ingerida e é maior em populações asiáticas que têm o hábito de consumir maior quantidade deste alimento.
Meta-análise de estudos de coorte prospectivos sobre estimativas de risco para diabetes mellitus tipo 2 associadas a níveis de ingestão de arroz branco foi realizada por pesquisadores da Harvard School of Public Health. O estudo teve o objetivo de verificar se este risco depende da quantidade ingerida e se esta associação é maior em populações asiáticas, as quais tendem a consumir mais arroz branco do que as populações ocidentais.
Os autores analisaram os resultados de quatro artigos: dois incluindo populações asiáticas (China e Japão) e dois com populações ocidentais (USA e Austrália). Um total de 13.284 casos incidentes de diabetes tipo 2 foram verificados em 352.384 participantes do estudo. O tempo de acompanhamento variou de 4 a 22 anos. Asiáticos (chineses e japoneses) consumiam mais arroz branco do que as populações ocidentais (os níveis de ingestão média eram de três a quatro porções por dia contra uma a duas porções por semana).
O arroz branco tem índice glicêmico alto. Dietas com alto índice glicêmico estão associadas ao aumento no risco de desenvolver diabetes mellitus. Os autores observaram que quanto maior o consumo de arroz branco ingerido, maior o risco de diabetes tipo 2. A estimativa é de que o risco de diabetes tipo 2 aumente 10% para cada porção de arroz branco ingerida (uma porção de 158g de arroz branco).
O arroz branco é pobre em nutrientes. Já o arroz integral inclui fibra, magnésio e vitaminas, algumas das quais estão associadas ao menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Os autores da meta-análise relataram que a maior ingestão de arroz branco pode estar ligada ao maior risco da doença devido à baixa ingestão desses nutrientes.
Concluiu-se que o maior consumo de arroz branco está associado a um risco significativamente aumentado dediabetes tipo 2. Isto se aplica a populações asiáticas e ocidentais. Os achados mostram que quanto maior a quantidade consumida, maior o risco, o que faz pensar que as populações asiáticas estão sob maior risco.
Os autores recomendam a ingestão de arroz integral e grãos integrais no lugar de carboidratos refinados como arroz branco, assim eles esperam contribuir para reduzir a epidemia global de diabetes mellitus. Já o Dr. Bruce Neal, da Universidade de Sydney, sugere que outros estudos maiores são necessários para substanciar esta hipótese de que o arroz branco aumenta o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2.
No Brasil o consumo de arroz torna-se mais intenso a cada dia porque nos últimos anos a procura por comida asiática, principalmente sushis e temakis, que tem na sua composição o arroz branco tem aumentado assustadoramente e hoje movimenta 8 bilhões de reais. O problema é que o arroz quando consumido sozinho tem auto índice glicêmico, enquanto que consumido com o feijão, aquele velho e saboroso prato de feijão com arroz, as fibras contidas nessa leguminosa além de reduzirem o poder glicêmico do arroz, agem também sobre controle do coleterol e melhoram o trato gastrointestinal. Portanto, não exagere no sushi, e coma sempre arroz com feijão.
NEWS.MED.BR, 2012. BMJ: arroz branco aumenta risco de diabetes mellitus. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/medical-journal/291545/bmj-arroz-branco-aumenta-risco-de-diabetes-mellitus.htm>. Acesso em: 30 mar. 2012.

quinta-feira, 29 de março de 2012

ÚLCERA DE PERNA: O QUE É? E COMO TRATAR?

As Úlceras de Perna , feridas dos membros inferiores, é uma patologia clínica conseqüência de doenças venosas, arteriais ou neurovasculares como varizes, trombose venosa, aterosclerose, diabetes e hipertensão arterial etc. Geralmente estão localizadas nos tornozelos ou terço inferior das pernas.
A insuficiência venosa crônica A insuficiência venosa crônica dos membros
inferiores (IVC) é a incapacidade de manutenção do equilíbrio entre o fluxo de sangue arterial que chega ao membro inferior e o fluxo venoso que retorna ao átrio direito, decorrente da incompetência do sistema venoso superficial e/ou profundo. Esta incapacidade acarreta um regime de hipertensão venosa que crônica e tardiamente leva as alterações de pele e subcutâneo características da IVC, sendo pois, a principal causa do desenvolvimento de úlceras de perna, ocasionando após uma trombose venosa profunda, flebite ou varizes de membros inferiores de longa duração. Neste artigo abordaremos somente as úlceras de perna decorrentes de Insuficiência Venosa Crônica (IVC) pela sua alta incidência e alto custo socioeconômico, dado que é  é responsável por grande número abstenções no trabalho e estabelecimento de incapacidades. Sendo, portanto, de grande interesse da clínica fisioterapêutica. 
Neste caso a IVC é geralmente decorrente de uma hipertensão venosa crônica Esta hipertensão venosa crônica ocorre em função da incompetência das válvulas venosas superficiais, profundas ou, ainda, de ambos os sistemas. que provoca alterações de pele, do tipo: edema (inchaço), hiperpigmentação ou dermatite ocre (manchas escuras), dermatoesclerose ( enrijecimento e perda de elasticidade da pele) e úlceras de estase. A úlcera  se desenvolve porque a hipertensão venosa continuada, principalmente na posição ortostática, ou seja, paciente em pé, ocasiona uma isquemia ou deficiência de circulação do tecido gorduroso e da pele.
Os sintomas mais frequentes são: dor, cansaço, sensação de peso nas pernas, edema e prurido (coceira) na pele nas áreas onde existe inflamação. O Fisioterapeuta Clínico pode também utilizar na sua semiotécnica o exame compreendendo a inspeção dos membros infeirores buscando alterações de cor e continuidade da pele e redução da sensibilidade local.
O tratamento compreende o repouso com os membros elevados; não ficar por tempo prolongado sentado ou em posição de pé (ortostática);  combater a obesidade e o diabetes; a prática regular de exercícios leves aeróbicos como caminhada, natação e bicicleta; uso de meias de compressão que devem ser prescritas pelo fisioterapeuta ou médico quando do diagnóstico de IVC. A Terapia por Raio LASER InfraRed é um grande auxiliar no tratamento das úlceras sendo uma grande ferramente fisioterapêutica para a cura da ferida e redução de sequelas incapacitantes, porque aumenta o metabolismo cicatricial e reduz a exposição do organismo a infecções, sendo um meio de tratamento idolor e totalmente estéril, sem riscos de infecção. Em caso de infecções a dor pode está exacerbada e o uso de medicamentos antibióticos de vem ser prescritos pelo médico assitente. Exercícios com pesos estão contra-indicados em casos de IVC, como também , o uso de piscinas quando da presença de feridas.
A Clínica Dr. Gilmar Barros possui serviço especializado no cuidado das Úlceras de Perna, disponibilizando ainda a Terapia por Raio LASER InfraRed. Marque sua consulta.

terça-feira, 20 de março de 2012

MEDITAÇÃO PARA A SAÚDE

 A tradição oriental ao tempo de milêncios de história, diferentemente da civilização ocidental, sempre primou seus conhecimentos filosóficos para o autoconhecimento, ou seja, o conhecimento do "eu interior". Despertar o próprio eu é despertar verdadeiramente para todos os fenômenos da natureza estando em perfeita integração com os quatro elementos desta, a saber: ar, terra, fogo e água. Na filosofia budista a meditação é defendida como o único caminho para o auto-conhecimento e cura para os males do corpo e da alma (energia transcendental). Para Samyaksam-buddha, um dos três tipos de Buda reconhecido pelo busdismo, e também considerado o maior exemplo de auto-conhecimento e harmonia a meditação nos torna consciente das características da realidade de que todas as coisas são impermanentes, insatisfátórias e impessoais, assim seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento e o sofrimento. Pois, aquele que despertou, que atingiu o estádio de NIRVANA, uma evolução plena do processo de meditação interpessoal e transcendental. Ainda de acordo com Siddhartha:


"Brâmane, assim como uma flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto."

 No budismo o Budha não é um deus, é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes (todos aqueles seres vivos e participantes da natureza) que devem trilhar o caminho por si próprios. Conquanto o autoconhecimento é um processo transreligioso, é intimo entre si e Deus. E a meditação torna-se o caminho para a cura de várias doenças como ansiedade, depressão, cefaléias, dores da coluna, outras doenças do corpo e da psiqué. 

A iluminação da alma começa pelo autoconhecimento, prova-se o auto-conhecimento apenas   por suportar a si mesmo, pois o ser iluminado não necessita humilhar o irmão, seja ele uma simples flor caída ao longo da estrada que não quer se pisada ou o maior de seus adversários.

Aqui na Clínica Dr. Gilmar Barros os clientes podem usurfruir de técnicas de meditação com mais um instrumento clínicoterapêutico da fisioterapia através da meditação assistida e massagem transcorporal em um ambiente agradável e especialmente harmonizado com insensos e óleos naturais que ajudam ao encontro do bem-estar daqueles que buscam paz interior, relaxamento e descanso físico e mental. 

 

terça-feira, 13 de março de 2012

AS APARIÇÕES DE FÁTIMA: UMA PROPOSTA DE SAÚDE E SALVAÇÃO PARA AS ALMAS


Fonte: http://www.igreja-catolica.com/nossa-senhora-de-fatima/papel-de-parede-nossa-senhora-de-fatima.php
Em 13 de Maio de 1917 um bela Senhora apareceu a três pastorizinhos da cidade de Fátima, em um local chamado Cova da Iria, lá aos dias 13 de cada mês seguinte a Virgem de Fátima, Nossa Senhora do Rosário pediu para Rezar o Terço diariamente, sacrífício pelos pecadores e a consagração ao Imaculado Coração de Maria. Vejam portanto amigos leitores um pouco dessa linda história, e atendam aos pedidos de Deus feitos pela Virgem Maria Nossa Mãe, enquanto esse texto, espero, possa ajudar na converção dos nossos irmãos desgarrados da fé, os protestantes.
1ª Aparição: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser mandar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?”
Os pastorinhos sentiram um impulso que os fez cair de joelhos, e rezaram em silêncio a oração que o Anjo havia lhes ensinado:
As três crianças: “Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.”
Passados uns momentos, Nossa Senhora acrescentou:
Nossa Senhora: “Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo, e o fim da guerra.”
2ª Aparição: Lúcia pediu a cura de uma pessoa doente, e Nossa Senhora lhe disse:

Nossa Senhora: “Se se converter, curar-se-á durante o ano.”
Lúcia: “Queria pedir-lhe para nos levar para o Céu”.
Nossa Senhora: “Sim. A Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu, ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. A quem a abraçar, prometo a salvação. E serão queridas de DEUS estas almas, como flores postas por Mim a adornar o Seu trono”.
3ª aparição: “Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:
Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.
O reflexo de luz (que delas saía) pareceu penetrar na terra. E vimos como que um grande mar de fogo. E, mergulhados nesse fogo, estavam os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas, com forma humana, que flutuavam no incêndio, levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados – semelhante
ao cair das fagulhas nos grandes incêndios – sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero, que horrorizavam e faziam estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa.
A visão durou apenas um momento, durante o qual Lúcia soltou um
Lúcia: “Ai!”
Assustados, e como a pedir socorro, as três crianças levantaram os olhos para Nossa Senhora, que lhes disse, com bondade e tristeza:
Nossa Senhora: “Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração.
Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.
4ª Aparição: E, tomando um aspecto mais triste, recomendou-lhes que rezassem muito pelos pecadores:

Nossa Senhora: “Rezai, rezai muito, e fazei sacrifícios pelos pecadores; que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas”.
5ª Aparição: “Continuem a rezar o Terço para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, São José com o Menino Jesus, para abençoarem o mundo. Deus está contente com
os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda, trazei-a só durante o dia”.
Lúcia: “Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: cura de alguns doentes, de um surdo-mudo”
Nossa Senhora: “Sim, alguns curarei, outros não. Em Outubro farei um milagre para que todos acreditem.
E, começando a elevar-se, desapareceu como de costume.
Nessa aparição foram confiados a Lúcia três segredos, Os Segredos de Fátima.
6ª Aparição: “Quero dizer-te que em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltarão em breve para suas casas”
Lúcia: “Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia uns pecadores...
Nossa Senhora: “Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados”.
E, tomando um aspecto mais triste, disse:
Nossa Senhora: “Não ofendam mais a DEUS Nosso Senhor, que já está muito ofendido”.
Em seguida, Nossa Senhora abrindo as mãos fez que elas se refletissem no sol, e começou a se elevar para o Céu.
Nesse momento, Lúcia apontou para o céu e gritou:
Lúcia: “Olhem para o sol!”
A multidão assistiu, então, ao grande milagre do sol. Enquanto isso, os pastorinhos viram São José com o Menino Jesus, e Nossa Senhora do Rosário.
Era a Sagrada Família. A Virgem estava vestida de branco, com um manto azul. São José também estava vestido de branco, e o Menino Jesus de vermelho claro. São José abençoou a multidão, traçando três vezes o Sinal da Cruz. O Menino Jesus fez o mesmo.
Lúcia então, teve a visão de Nossa Senhora das Dores, e de Nosso Senhor, acabrunhado de dor, no caminho do Calvário. Nosso Senhor traçou um Sinal da Cruz para abençoar o povo. Finalmente apareceu, numa visão gloriosa, Nossa Senhora do Carmo, coroada Rainha do Céu e da Terra, com o Menino Jesus ao colo.
Enquanto os pastorinhos tinham essa visão, a grande multidão de quase 70 mil pessoas, assistiu ao milagre do sol.

Tinha chovido durante toda a aparição. Mas, no momento em que a Santíssima Virgem desaparecia, e que Lúcia gritou “olhem para o sol!”, as nuvens se entreabriram, deixando ver o sol como um imenso disco de prata.
Brilhava com intensidade jamais vista, mas não cegava. A imensa bola começou a “bailar”. Como uma gigantesca roda de fogo, girava rapidamente.
Parou por um certo tempo, mas, em seguida, começou a girar sobre si mesmo, vertiginosamente.
Depois, seus bordos tornaram-se vermelhos, e deslizou no céu, como um redemoinho, espargindo chamas de fogo.
Essa luz refletia-se no solo, nas árvores, nos arbustos, nas próprias faces das pessoas e nas roupas, tomando tonalidades brilhantes e diferentes cores.
Em seguida, por três vezes ficou animado de um movimento rápido. O globo de fogo pareceu tremer, sacudir-se e precipitar-se em ziguezague sobre a multidão aterrorizada.
Durou tudo uns dez minutos. Finalmente o sol voltou em ziguezague para o ponto de onde se tinha precipitado, e ficou novamente tranqüilo e brilhante, com o mesmo brilho de todos os dias.
Muitas pessoas notaram que suas roupas, ensopadas pela chuva, tinham secado subitamente.
O milagre do sol foi visto, também, por numerosas testemunhas que estavam fora do local das aparições, até a 40 quilômetros de distância.
Portanto irmão rezemos pelos nossos irmãos protestantes que ludibriados por Satanás cumprem o dito em Apocalipse 12: E o Dragão perseguiu a Mulher que dera a Luz o Menino... 
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quinta-feira, 1 de março de 2012

BENEFÍCIOS DA TERAPIA POR RAIO LASER EM FISIOTERAPIA


O termo LASER é um acrônimo do inglês: Light Amplification by Stimulated Emission of Radiantion que significa “Amplificação da Luz por Emissão Estimulada e Radiação”, sendo este o principio em que foi baseada sua criação. Ele constitui-se em uma radiação eletromagnética específica obtida a partir de um mecanismo especial de emissão, em que determinada substância é estimulada a emitir radiação, a partir do fornecimento de energia aos seus átomos (KITCHEN, 2003; LOW; REED, 2001). Diferencia-se da lâmpada comum pela monocromaticidade (possui um cor somente – a luz comum é um composto de sete cores), a coerência (todas as ondas de fotón que compõe o feixe estão em fase) e a direcionalidade ou colimação ( propaga-se em ondas praticamente paralelas).
O laser de baixa intensidade é uma modalidade terapêutica eletromagnética relativamente nova, obtida a partir de um mecanismo especial de emissão, que o fisioterapeuta pode usufruir para o tratamento de seus pacientes (ORTIZ et al., 2001). Há algum tempo, estudos têm expressado sobre a interação e influência entre radiações eletromagnéticas, como o laser, em sistemas biológicos, como tecido, organelas e células isoladas, no tratamento de enfermidades com o objetivo principal de diminuição de processos inflamatórios e dolorosos, bem como, de cicatrização e reparação tecidual (BAXTER, 1997).
Os lasers terapêuticos mais usados na pratica clinica e laboratorial encontram-se em uma faixa espectral variada entre o visível e infravermelho, com destaque para o de Hélioneônio (He-Ne), na faixa visível, e os de arseneto de gálio (Ga-As) e arseneto de gálio e alumínio (Ga-Al-As), também denominados de semicondutores ou diódico, com emissão na faixa do infravermelho ou visível. O intervalo espectral mais utilizado se encontra entre os comprimentos de onda de 630 e 130 nm (nanômetro), constituindo a chamada “janela terapêutica” para tecidos biológicos (BAXTER, 1997; KITCHEN, 2003; ORTIZ;BRASILEIRO, 2004).
A ação do laser de baixa intensidade (LLLT) sobre o tecido está relacionada à possibilidade desta terapia inibir o aparecimento de fatores quimiotáxicos nos estágios iniciais da inflamação, de interferir nos efeitos dos mediadores químicos induzidos pela inflamação e inibir a síntese das prostaglandinas (CAMPANA et. al.,1999). O efeito analgésico justifica-se, pelo caráter antiinflamatório, por interferência na mensagem elétrica, pelo estímulo à liberação de ß-endorfina, por evitar a redução do limiar de excitabilidade dos receptores dolorosos, pela eliminação de substâncias algógenas e pelo equilíbrio energético local (VEÇOSO, 1993).
A laserterapia tem sido utilizada no tratamento de doenças inflamatórias, principalmente aquelas que acomentem o sistema musculoesquelético, como a lombalgia crônica (BROSSEAU; WELLS; MARCHAND, 2005; GUR; COSUT; SARAC, 2003). As vantagens terapêuticas da terapia com laser têm sido reportadas por vários autores. O laser é indicado no tratamento de artrite reumatóide com moderador da dor e do edema (BROSSEAU; WELLS; MARCHAND, 2005), aceleração no reparo de fraturas ósseas e neoformação óssea (TRELLES; MAYAYO, 1987; TAKEDA, 1988), em lesões dermatológicas como úlceras, queimaduras lesões abertas (CAMBIER ET AL, 1996; LUCAS; GEMERT; HAAN, 2003) acelerando a cicatrização, devido, principalmente, a síntese de colágeno (RIGAU, 1996) e tratamento de lesões nervosas centrais – medula – e em nervos periféricos (ROCHKIND ET AL, 1989; PADUA ET AL, 1999).
Algumas contra-indicações são: a irradiação prolongada direta sobre a área dos olhos, irradiação do feto ou útero gravídico, irradiação sobre processos neoplásicos (câncer), áreas hemorrágicas, áreas com diminuição de sensibilidade térmica ou dolorosa, irradiação de tecidos infectados abertos ou dermatites tópicas, irradiação de cartilagem de conjugação em crianças. Irradiação de gônodas (testículos e ovários), irradiação de gânglios simpáticos e do Nervo Vago em pacientes cardíacos.
Atualmente nossa clínica possui um aparelho de TERAPIA LASER disponível a todos os nossos pacientes, com aplicação em pprocessos inflamatórios de músculos e tendões, lombalgias, ciáticas, tratamento de úlceras diabéticas e de pressão, artrites, artroses e outros processos patológicos. Agende uma consulta e beneficie-se de mais esta modalidade de tratamento.  

REFERÊNCIAS:

BAXTER, G. D. Therapeutic lasers: theory and practice. United States of America: Ed.Churchill Livingstone, 1997.

BROSSEAU, L.; WELLS, G.; MARCHAND, S. Randomized controlled trial on low level laser therapy (LLLT) in the treatment of osteoarthritis (OA) of the hand. Lasers Surg Med, v.36, p. 210-219, 2005.

CAMBIER, DIRK C. P. T. Et al. Low-Power Laser And Healing of Burns : A Preliminary Assay. Plastic Reconstruc. Surg. v.97, n.3, p. 555-558, 1996.

CAMPANA, E. A.; MOYA, M.; GAVOTTO, A.; JURI, H.; PALMA, J. A. The relative effects of He Ne laser and meloxicam on experimentally inced inflammation. Laser Therapy, v. 11, n. 1, p. 36-41. 1999.

GUR, A.; COSUT, A.; SARAC, A. J. Efficacy of different therapy regimes of low-power laser in painful osteoarthritis of the knee: a double-blind and randomized-controlled trial.Lasers Surg Med, v.33, p. 330-338, 2003.

KITCHEN, S. S. Eletroterapia: Pratica baseada em evidências. São Paulo: Ed. Manole Ltda, 2003. P. 267-283.

LOW, L.; REED, A. Eletroterapia Explicada: Principios e Pratica. 3. Ed. Barueri-SP. Manole, 2001.

LUCAS ,C.; VAN GEMERT, M.J, DE HAAN ,R.J. Efficacy of low-level laser therapy in the management of stage III decubitus ulcers: a prospective, observer-blinded multicentre randomised clinical trial. Lasers Med Sci. v. 18, n. 2, p. 72-77, 2003.

ORTIZ, M. C. S.; BRASILEIRO, J. S. Aplicações dos recursos eletrotermofototerápeuticos em idosos. In: REBETATO, J. R.; MORELLI, J. G. S. Fisioterapia geriátrica: a pratica da assistência ao idoso. Barueri: Manole, 2004. p. 167- 214.

ORTIZ, M. C. S.; CARRINHO, P. M.; SANTOS, A. A. S; GONÇALVES, R. C; PARIZZOTO, N. A. Laser de baixa intensidade: princípios e generalidades - Parte 1. Fisioterapia Brasil, v. 2, n. 1, p. 221-240, 2001.

PADUA, L. et al. Clinical outcome and neurophysiological results of low-power laser irradiation in carpal tunnel syndrome. Lasers in Medical Science, V:14, p. 196 – 202, 1999.

RIGAU I MAS, J. Acción de Ia Luz Láser a Baja Intensidad en Ia Modulación de Ia Función Celular. 1996, 208f. Dissertação (Doutorado em Medicina). Universitat Rovira í Virgili, Espanha.

ROCHKIND, S. et al.
Systemic effects of Low-Power Laser irradiation on the peripheral and central nervous system, cutaneous wounds, and burns. Lasers Surg Med, v.9, p.174-182, 1989.

TAKEDA, Y. Irradiation effect of low-energy laser on alveolar bone after tooth extraction. Experimental study in rats. International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery, V. 17, p. 388-391, 1988.

TRELLES, M.A e MAYAYO, E. Bone fracture consolidates faster with low-power laser.
Lasers Surg. Med. V. 7, p. 36-45, 1987.

VEÇOSO, M. C. Laser em fisioterapia. São Paulo: Louvosie, 1993.