Postagens mais visitadas

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Se seu joelho dói, dói por que?

complexo articular do joelho é formado por duas articulações, a articulação fêmuro-tibial ( tipo gínglimo ou dobradiça envolta pela capsula articular que possui um forte mecanismo de amortecimento e estabilização composto por ligamentos músculos e meniscos) e a articulação fêmuro-patelar ( tipo plana ou em polia dado que o osso da patela ensiro no tendão do músculo quadríceps desliza entre os côndilos fêmurais e a tíbia). 
A dor no joelho possui várias etiologias, a compreensão das lesões por parte do fisioterapeuta é essencial no estabelecimento de um programa de tratamento eficaz. 
Entre as causas mais frequentes de dor no joelhos estão a lesão súbita, traumas durante a realização de atividades de vida diária ou durante a prática esportiva; a doenças degenerativas derivadas do envelhecimento ou do excesso de uso uso - movimentos reperitivos; as doenças metabólicas como a artrite gotosa - a gota; doenças infecciosas e até mesmo tumores ósseos. 
Neste artigo abordaremos apenas as lesões traumáticas, degenerativas, metabólicas e infecciosas. 
No caso das lesões traumáticas de início insidioso, um idoso ao cair de própria altura ao subir um ônibus ou escada pode chocar a a região anterior do joelho resultando em inflamação da capsula articular ou até mesmo fratura de ossos como a patela ou da tíbia ( platô tibial). Jogadores de futebol ( soccer play) podem durante uma dividida durante o jogo sofrerem um trauma direto lateral que resulte em entorse, lesão de menisco até rompimento dos ligamentos cruzados. 
No caso de lesões degenerativas, a principal é a osteoartrite, ou artrite seca, denominada aaim porque não produz abundantes produtos inflamatórios (líquido seroso), é resultado principalmente da perda do arcabouço cartolaginoso, ou seja, a cartilagem vai diminuindo até que deixa de proteger os ossos da articulação e esses vão sofrendo microfraturas, a articulação perde funcionalidade (movimento), puve-se estalidos e crepitações, e um dia o paciente tem a grande notícia: " você tem artrose". 
No caso das doençasmetabólicas, a gota como já explicitada é a principal causa de dor, ocorrendo principalmente em homens, mas também pode ocorrer em mulheres, devido ao aumento da prevalência do diabetes que destrói entre outras coisas os túbulos renais e néfeons responsáveis pelo merabolismo das purinas (do ácido úrico) fazendo que este em maior quantidade no sangue seja depositado nas articulaçôes provando dores à vezes insuportáveis descritas pelos pacientes, vermelhidão e inchaço. Vale lembrar que o consumo de álcool regular por homens e mulheres juntamente com o diabetes aumenta a incidência da gota, e que as lesões articulares da gota podem levar a incapacidades definitivas e a procedimentos cirúrgicos de urgência. 
Por último, o joelho pode ser o local da escolha de organismo unicelulares como ss bactérias, para fazer morada, um caso clássico é a febre reumática, onde o agressor, pode migrar da garganta para o joelho resultando em dor e até dificuldade ou incapacidade momentânea total de andar. 
Em todos os casos procure um bom fisioterapeuta ou médico, e só inicie o tratamento com um diagnóstico seguro, que deve ser alicerçado em uma boa conversa entre profissional e paciente, boa avaliação clínica com uso de técnicas de inspeção, palpação e testes para o joelho, exames laboratoriais e de radiodiagnóstico. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Afinal, gordura é boa ou ruim para nossa alimentação?

Gordura é um termo genérico para uma classe de substâncias orgânicas de origem animal ou vegetal conhecidas como lipídios resultantes do processo de condensação de triacilgliceróis, glicerol e ácidos graxos. São classificadas como simples ( triglicerídeos encontrados na forma sólida - gorduras -  ou líquida - óleos - sendo que, a maioria dos óleos vegetais encontrados na natureza são na forma líquida a temperatura ambiente e compõem-se de óleos insaturados e com boas qualidades terapêuticas, enquanto que os de origem animal possuem altos níveis de ácidos graxos saturados, estando a temperatura ambiente semi-sólidos ou sólidos, geralmente responsáveis por um grande número de doenças; compostos, ou seja, aqueles que possuem gorduras e outros componentes como a glicina, fósforo e proteínas, os  quais formam respectivamente, os glicolipídios, os fosfolipídios e as lipoproteínas, todos importantes no metabolismo celular e fonte de energia para o corpo; e os derivados, os quais de origem da quebra de lipídios que resultam por hidrólise (quebra de uma molécula por ação da água) dando origem a ácidos graxos saturados ou insaturados, o glicerol e os esteróides.
De forma podermos discutirmos a importância da gorduras na alimentação, torna-se necessário entender o que são gorduras saturadas ou insaturadas. O grau de saturação de um ácido graxo é medido pela existência de ligações duplas entre os átomos de carbono da cadeia molecular, assim quando não há ligações duplas dizemos que a gordura é saturada, quando existe pelo menos uma ligação dupla dizemos que a gordura é insaturada, ou melhor dizendo, monoinsaturada, pois duas ou mais ligações duplas formam as gorduram polinsaturadas. Mas para que serve essa classificação? As gorduras saturadas, geralmente encontradas em produtos de origem animal, como carnes, laticínios, também são encontradas no reino vegetal no coco, na palma, cacau, etc, estão relacionadas com um maior risco de doença cardiovascular e degeneração ou doenças cerebrovasculares. Já as gorduras monoinsaturadas estão presentes em um grande números de frutas oleaginosa, como amendoim e castanhas,  abacate, açaí, e azeites de oliva e cânola, atuando geralmente sobre a redução do LDL e LVDL (colesteros de baixa e muito baixa densidade) por sua vez reduzindo o colesterol total e prevenindo o parecimento de doenças, principalmente àquelas do sistema cardiovascular e neurodegenerativas. Enquanto que as gorduras poliinsaturadas presente no peixe, em maior quantidade naqueles provenientes de água fria como o bacalhau e o salmão, como taambém em óleos vegetais comoos de algodão, cânola, soja, milho, girassol, etc são conhecidos como os ácidos graxo essenciais (dado que o organismo não produz) e, portanto, precisam ser adicionados a dieta regular diária, até porque agem também reduzindo o colesterol ruim, àqueles de baixa e muito baixa densidade, e inibe a expressão de proteínas inflamatórias sobre o endotélio vascular, reduzindo pois, o risco de doenças arteriovasculares, nutrindo o cérebro e turbinando o corpo de energia para o dia a dia. Porém, tome cuidado, mesmo as gorduras insaturadas devem ser consumidas com moderação, pois o consumo exacerbado pode ocasionar problemas como ganho de peso e obesidade, pois a quebra de gordura durante a alimentação faz você acumular calorias. O melhor mesmo é fazer uma alimentação balanceada, consumir gorduras insaturadas, preferencialmente aquelas provenientes de peixes gelados, que possuem entre outras coisas Ômega 3 e Ômega 6. recomendo sempre a meus pacientes consumir uma ou duas cápsulas de óleo de peixe por dia, isso faz eles se sentirem mais seguros com a saúde, além de turbinar seus cérebro e coração.  Ah, e não esqueça, o metabolismo da gordura ocorre no fígado, e a prática de atividade física regular é essencial para ter um fígado, músculos, ossos, veias e artérias, e o cérebro saudável, prevenindo principalmente as doenças crônicas e as incapacidades que podem surgir com o envelhecimento. Pratique saúde, faça atividade física regular, na Clínica oferecemos Reabilitação Cardiovascular e Isopilates. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Carboidratos são ruins para a dieta?

Caboidratos ou compostos hidrocarbonetos, também conhecidos por acúcares, são substâncias orgânicas conpostas pir hidrogênio e cabono que ao serem quebradas suas ligações químicas durante a digestão fornecem energia para o corpo. Mas existem dois tipos de carboidratos, são eles, os simples e os complexos. Os caboidratos simples são encontrados nos pães, massas, doces, biscoitos, entre suas características estão o seu auto poder glicemiante, ou seja, aumentam rapidamente a quantidade de açúcar no sangue, provocam euforia e santisfação repentinas para em apenas 30 minutos insejarem letargia, cansaço, fome e às vezes mal estar geral. Os carboidratos simples são considerados drogas porque viciam seus consumidores tal como o álcool e a cocaína e estão relacionados com um grande número de doenças crônicas como o diabetes, a hipertensão, as doenças cerebrovasculares, ansiedade, compulsão alimentar, artrites e alergias. Já os carboidratos complexos são aqueles encontrados em frutas, verduras e legumes, possuem baixo poder glicemiante, ou seja, não provocam pocos de glicemia no organismo por serem liberados lentamente na corrente sanguínea promovendo um maior tempo de saciedade equlibrando ainda as reações químicas do corpo, ao contrário dos carboidratos simples que estimulam o sistema da dopamina que promove o êxtase momentaneo e depois a depressão criando viciados e cérebros idiotas, esses carboidratos são construtores do corpo, fornecem energia de qualidade para o organismo, combatem o envelhecimento, fortalecem a memória e combatem o surgimento de doenças como as alergias, as artrites, a ansiedade e a compulsão, entre outros. Os carboidratos complexos são encontrados nas frutas, verduras e legumes. Por isso, recomenda-seca ingestão de pelo menos cinco porções desses alimentos ao dia, tais que além de bons caboidratos fornecem também vitaminas e minerais importantes como ferro, fósforo, potássio, vitaminas do complexo B etc que turbinam seu corpo e cérebro melhorando o desempenho no trabalho, nos esportes e na vida sexual. 
Mas cuidado, pacientes diabéticos não devem misturar mais de uma porção de frutas por refeição, e devem, e isso sevaplica a todos, diabéticos ou não, dar preferência a mastigação das frutas em vez dos sucos, pois ao comermos também ingerimos fibras reguladores importante da digestão, adstringentes dos dentes e varredores eficientes dos intestinos que dentre outras coisas combatem o mau hálito. 
Por fim, uma dieta saudável deve ser aquela em que consumimos alimentos variados, proteínas, gorduras e carboidratos, todos de boas qualidades e de forma balanceada na dúvida procure um nutricionista ou fisiologista e informe-se. 
Dica de saúde: "coma devagar e à mesa,  nunca diante da TV, faça pequenas refeições de três em três horas, e que seu prato seja um arco-íris". 

Dr. Gilmar Barros 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Dor nos rins ou ciática?

Hoje consultando um paciente domiciliar me deparei com a seguinte questão, diante de um exame de ultrassom que apresentava provável litíase renal (cálculos), doutor minha dor é dor nos rins porque pela madrugada ela piorou bastante? 

A dor derivada de cálculos renais é uma dor localizada, unilateral, que irradia pelos flancos (região pouco acima do quadril e abaixo das costelas lateral e anteriormente) podendo chegar até os genitais a medida que o cálculo progride pelo trato urinário. É denominada DOR INESQUECÍVEL, ou seja, ela não sede ou melhora no decorrer do tempo nem por minutos ou horas, e não se altera com a troca de posições, como ficar de pé, sentar ou andar. Assim, dores que evoluem unilateralmente, irradiam para o membro inferior, cedem por períodos de tempo, se alteram com a troca de posição, geralmente são consideradas SÍNDROMES FACETÁRIAS OU CIÁTICAS, quando existe comprometimento - compressão de raiz nervosa.

O tratamento das duas segue vertentes diferentes. No caso das dores por litíase, repouso, beber muito líquido na espera de expelir a pedra, quando pequenina, tomar analgésicos como BUSCOPAM (Bultibrometo Escopolamina) e bloqueadores centrais da dor, até procedimentos cirúrgico na ocorrência de pedras maiores. Nestes casos, sempre é bom e necessário o acompanhamento de um UROLOGISTA. No caso das ciáticas, também urge o repouso, manter-se hidratado, a utilização de antiinflamatórios esteroidais (corticosteróides) e não-esteroidais, analgésicos e FISIOTERAPIA por neuromoduladores da dor, tais com, TENS,  Correntes Interferenciais, Terapia de Contraste ou Crioterapia, Laserterapia, Terapia Neural etc. A dor ciática desenvolve-se no percurso de tempo, podendo mesmo após a administração do tratamento inicial ocorrer um pico de dor, isso não quer dizer que o tratamento esteja errado, mas é um curso natural da doença. as terapias administradas devem ser mantidas e sabe-se ainda, que o tratamento reduziu o pico de dor, ou seja, sem o tratamento a dor e a incapacidade do paciente seriam bem maiores.

Procure sempre um Fisioterapeuta e realize sua consulta. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Fisioterapia e falência sinaptica na Doença de Alzenheimer


Artigo de Revisão do Dr. Denus Selkoe (2002) publicado na Revista Science analizando pesquisas sobre os mecanismos da Doença de Alzenheimer (DA) comprovava já que a perda das sinapses interneirais importava mais que a perda posterior dos neurônios. Primeiramente a ciência demonstrou a perda de neurônios colinérgicos, somente alguns anis depois verificou-se a perda de densidade dos neurônios  nas regiões frontais e temporais numa fase bem mais precoce da doença. E ainda, que mesmo em estágios mais adiantados a relação dos déficits cognitivos é muito mais íntima com a perda sináptica que com as placas senis e os emaranhados neurofibrilares. 
Atualmente pesquisas experimentais evidenciaram um acúmulo da fotma beta-amilóide como promotor das disfunções sinapticas bem antes do surgimento das referidas placas o que pode sugerir um período silencioso da DA. Assim, terapias que inibam o acúmulo desta beta-proteína ou estimulem novas ligações sinapticas são importantes intervenções clinicofuncionais cognitivas. 
Neste cenário, encontramos a atividade física regular (AFR) e a Neurocinesioterapia como grandes promotora de novas ligações sinapticas, porque estimulam o ganho de dorça, coordenação motora e equilíbrio, colocando portanto a Fisioterapia como centro dinâmico das intervenções preventivas e de desaceleração do processo fisiopatológico da DA. 

domingo, 18 de janeiro de 2015

ISOPILATES: A Evolução do Pilates e da sua saúde .

O Cerebelo localizado na parte posterior baixa do cérebo ( a nuca ) é responsável pela coordenação física, o processamento  e velocidade do pensamento. Possui ainda grandes conexões com o Córtex Pré-Frontal responsável pela razão, discernimento e controle dos impulsos.
O ISOPILATES estimula as áreas do Cerebelo e Córtex Pré-Frontal, melhorando assim as capacidades do descernimento, da racionalização, do planejamento diante dos desafios e sonhos da vida, do controle de impulsos, da coordenação motora, do equilíbrio e do processo do pensamento. 
Seja mais capaz, garanta sua autonomia, preserve sua razão e sua memória, faça ISOPILATES. 
ISOPILATES criado e patenteado pelo Dr. Gilmar Barros, é uma nova abordagem do Pilates. Baseado em estudos científicos de vanguarda em Fisioterapia Neurofuncional, Neuroanatomia, Neurofisiologia, Farmacologia Aplicada, Conceitos Posturais do Método Mézières (RPG, Cadeias Musculares, Iso Stretshing e GDS ) objetiva através do trabalho do corpo o estímulo de todas às áreas do cérebro, proporcionando por isso a redução signiticativa das alterações próprias do envelhecimento humano e estimulando a melhoria da qualidade de vida. 

Faça ISOPILATES!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Relação Fisioterapeuta-Paciente

A relação Fisioterapeuta-Paciente deve  acima de tudo ser pautada no respeito mútuo, na ética, na moral, e na observância das sólidas bases científicas que construíram e constroem a Ciência Fisioterapia. Mesmo diante da mercantilização do mercado de saúde no Brasil e no Mundo, a dedicação do profissional direcionada a solução efetiva dos problemas de saúde oriundos da genética e/ou do percurso de vida e seus entornos sociais e ambientais devem ser observados.  Na esfera Profissional Fisioterapeuta, este é responsável pelo agir  autônoma e dignamente diretamente no processo saúde-doença do paciente nos âmbitos físico patológico, psíquico e social; o profissional fisioterapeuta inicia sua assistência à saúde do indivíduo a partir da Consulta Clínica Cinesiofuncional, remunerada ,  momento que o profissional investiga as condições pregressas do processo saúde-doença que levaram a alterações físico-químicas, biológicas e cinesiológicas ( refere-se a postura e aos movimentos ) para estabelecimento da doença, dependência e/ou incapacidades.  Após isso, e somente após isso, o mesmo deve elaborar seu diagnóstico, estabelecer uma terapêutica adequada e um prognóstico de alta ou continuidade da assistência fisioterapêutica.  O conhecimento científico paurado e continuado deve ser uma máxima na trajetória de vida do profissional, sendo este coresponsável com desenvolvimento científico e tecnológico da profissão através da geração de conhecimento e nossas formas de terapias preventivas, curativas e de promoção da saúde. Importante, e não menos necessário faz-se adicionar humanidade a esta relação. O Profissional também não dispensa ou descarta paciente como objeto inerte, pois respeita um compromisso de assistência multidimensional do indivíduo como ser  humano e social. é vedado ao fisioterapeuta o abandono a assistência do paciente sem aviso prévio, seja decorrente da impossibilidade de pagamento do cliente ou mesmo por rompimentos contratuais com as operadoras de saúde, salvo ocorrências graves que possam ferir a moral e a ética profissional.  Na esfera do paciente, cabe a este manter seu compromisso com o profissional fisioterapeuta, no tocante ao pagamento de honorários financeiros quando se houver necessário em caso de assistência particular (custeada pelo próprio paciente ou familiares), seja na regularidade no pagamento de seguros ou planos de saúde juntos às operadoras do Sistema Suplementar de Saúde regulado pela Agência Nacional de Saúde (ANS),  o mesmo deve inquirir sobre dúvidas em relação às intervenções fisioterapêuticas, suas bases clínicas e cinesio-funcionais, respeitando claro as orientações básicas de cuidados norteadas pelo profissional quanto ao repouso ou atividades complementares que promovam o bom andamento do processo de cura e/ou restabelecimento da saúde. Neste processo vale lembrar, ainda, que a troca de profissional quando necessária e objetivada pelo paciente deve ser realizada com zelo e respeito por estes, assim, o paciente antes de contratar um novo clínico para prestação de serviço de assistência à sua saúde deve comunicar ao seu Profissional Fisioterapeuta a necessidade e os motivos que o impelem a tal mudança, como também o novo profissional a ser contratado deve está ciente da mudança estabelecida, e se necessário dialogar com o profissional antecessor sobres as condições clínico-funcionais destes para que não incorramos em prejuízos éticos  e morais, e principalmente, descontinuidade ou mudança brusca na terapêutica que podem ocasionar danos a saúde do indivíduo, geralmente leigo quanto à esses aspectos.  A manutenção do compromisso mútuo é fundamental, não só por ser uma norma ética e moral, mas por ser um ato de respeito humano e da boa convivência social.
Outra questão importante na relação é o tratamento honorífico com que cada um deve prestar, o Fisioterapeuta com o paciente sempre deve reportar o mesmo de acordo com: Senhor (a) quando empregar apenas os sobrenomes;  ou (Dom) Dona quando houver que usar o primeiro nome. No caso de Dom para homem, o costume passou a usar o termo Senhor em substituição a esse, o que não aconteceu na língua espanhola e inglesa em seus correlatos. Já o paciente, muitas vezes denominado de cliente, deve porta-se utilizando o termo Doutor, e este não se refere a titulação de Doutorado (relativo a conhecimento amplo e profundo em determinada área da ciência), mas relativo àquele que douta (presta assistência curativa ao corpo e a alma). 

Mais informações:  

facebook/clinicasgilmarbarros
facebook/annefisiobr
http://www.portalbrasil.net/etiqueta/tratamento.htm

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Alzheimer: por que esquecemos?


Diversas condições podem causar síndrome demencial, o envelhecimento populacional e a extensão dos conhecimentos sobre saúde mental adquiridos nas últimas décadas, mais evidente nos anos 70 do século passado, incrementaram as discussões sobre esta área do conhecimento. Caracterizada pelo  médico alemão Alois Alzheimer em 1907, a Doença de Alzheimer (DA) é uma das duas causas mais prevalentes de demência. A DA é uma afecção neurodegenerativa progressiva e irreversível de aparecimento insidioso, que acarreta perda da memória e diversos distúrbios cognitivos. Em geral, seu início é tardio, após os 60 ou 65 anos de idade, sendo mais prevalente no grupo de idosos na faixa etária acima de 80 anos de idade. Apesar, de que em um grupo de pessoas habitantes das Montanhas do Noroeste Colombiano, essa tem se manifestado precocemente na faixa etária entre 40 e 50 anos de idade, estando em fase de estudos clínico epidemiológicos. 
Mas o que é mesmo a DA? Como ela afeta as pessoas e suas famílias? Podemos prevenir? Existe cura? Essas são algumas das perguntas mais comuns no meio acadêmico e no seio familiar. 
Como já descrito, a DA ou simplesmente Alzheimer é uma doença degenerativa que acomete os neurônios cerebrais, aqueles presentes na região cinzenta do cérebro, os quais são responsáveis pelas ligações sinápticas que originam a memória e o aprendizado. Mas o que acontece no Alzheimer? Por algum mecanismo desconhecido ainda pelos cientistas, essa ligações entre neurônios que conformam a informação no cérebro tornam-se inativas ou deixam de ser criadas. Por isso, no paciente acometido por DA a memória recente. aquela que o indivíduo adquiri assim que executa algo ou assisti um programa de TV, não é armazenada, é o chamado 'esquecimento". De outra forma, o indivíduo com DA começa a manifestar sintomas de lembrança tardia, durante seu dia começa a rever imagens do tempo de criança ou "mocidade", fala de parentes já falecidos como se os estivesse vendo e interagindo, canta músicas que lhe marcaram a vida, e relata situações do passado,..., é nesse momento que muitas famílias são levadas a procurar assistência de profissionais de saúde, como médicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais, para estabelecimento e um diagnóstico diferencial e adoção de tratamento.
Nos países desenvolvidos, a prevalência da doença é aproximadamente 1,5% em torno dos 65 anos até alcançar patamares de 30%, em média, ao redor dos 80 anos. (RITCHIE; LOVESTONE, 2002). A prevalência média de demência, acima dos 65 anos de idade, de 2,2% na África, 5,5% na Ásia, 6,4% na América do Norte, 7,1% na América do Sul (LOPES; BOTTINO, 2002). Nos Estados Unidos, 3% a 11% das pessoas com 65 anos ou mais são acometidas pela demência e 25% a 47% daquelas com mais de 85 anos têm demência ( UNITED STATES GENERAL ACCOUNTING OFFICE, 1998). 
A prevalência dos transtornos cognitivos, em especial a demência, nos países em desenvolvimento é realizada com base nos parâmetros dos países desenvolvidos. Considerando-se uma prevalência uniforme de 3%, acredita-se que o número de pessoas com 60 anos ou mais com transtornos cognitivos nos países em desenvolvimento no ano 2000 seria de 11 milhões e, no Brasil, de 390 mil pessoas.(SCAZUFCA, et al, 2002).
No Brasil estima-se que a prevalência de DA seja em torno de 7,1% confirmando achados da literatura internacional. A Alzheimer ainda é uma doença que não tem causa específica, sendo o envelhecimento ainda a única fonte de causalidade, porém alguns autores relatam que o apoio em redes sociais amplas para o idoso, o convívio familiar e a prática de atividade física regular como exercícios mentais como leitura, caça-palavras e jogos de memória podem fornecer suporte ao desaceleramento do processo de demência. 
No campo médico a prescrição de medicamentos antidepressivos tricíclicos, e inibidores da degradação da acetilcolina que se encontra reduzida nesses pacientes. No Brasil as drogas liberadas são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos). Outra medicação em uso é a memantina, ela atua reduzindo um mecanismo específico de toxicidade das células cerebrais, sendo coadjuvante importante nos estágios moderados a grave, porém sem estudos científicos suficientes para administração em fases iniciais. 
No campo da Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a manutenção de esquemas terapêuticos que estimulem a coordenação motora, o equilíbrio, a memória postural e a cognição, através de exercícios como a musculação, o isopilates, a ludoterapia, são armas essenciais na manutenção da qualidade de vida desse grupo de pessoas. A atuação de outros profissionais como enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, etc, também são muito importantes e também podem melhorar a qualidade de vida dos portadores da doença, dado que o grupo de idosos e a própria Doença de Alzheimer carece sempre de uma abordagem multidimensional e multiprofissional.  
Porém, a estigmatização da doença e a perda de papéis familiares, como reações que causam sensação de humilhação a esses idosos ainda é uma máxima presente na sociedade. Nessas circunstâncias a Alzheimer’s Disease International (ADI) identificou como uma prioridade global uma maior sensibilização da população em geral e dos profissionais de saúde para a demência, para o apoio às famílias e a resocialização de pacientes e grupos familiares objetivando melhor manejo da doença e qualidade de vida. 

Mais informações em: www.abraz.org.br  

Dr. Gilmar de Oliveira Barros Silva
Fisioterapeuta
CEO das Clínicas Gilmar Barros 
Especialista em Fisiologia Humana e Biomecânica - Estácio FIC (CE)
Mestre em Saúde Coletiva (UNIFOR)
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


REFERÊNCIAS:

1 - LOPES, M.A., BOTTINO, C. Prevalência de demência em diversas regiões do mundo: Análise dos estudos epidemiológicos de 1994 a 2000. Arq. Neuro-Psiquiatr, v.60, n.1, p.61-9, 2002 

2 - RITCHIE, K.; LOVESTONE, S. The dementias. Lancet, v. 360, n. 9347, p. 1759-1766, Nov.

2002. 

3 - UNITED STATES GENERAL ACCOUNTING OFFICE.  Alzheimr's Disease:  Estimates of Prevalence in the United States.Washington, D.C., 1998 disponível http://www.gao.gov/archive/1998/he98016.pdf < acesso > em 10 de dezembro de 2014.

4 - SCAZUFCA M, et al. Investigações sobre demências nos países em desenvolvimento. Rev Saude Publica. 2002;36(6). 





quarta-feira, 4 de junho de 2014

Receita de Beleza & Saúde com Pimenta do Reino:



Camboja ou Cambodja , oficialmente Reino do Camboja (em khmer: ព្រះរាជាណាចក្រកម្ពុជា transl. Preăh Réachéanachâkr Kâmpŭchea), é um país localizado na porção sul da Península da Indochina, no Sudeste Asiático. Sua área territorial é de 181 035 km², fazendo deste o 88.º maior do mundo em área. Faz fronteira com a Tailândia a noroeste, o Laos a nordeste, o Vietname a leste e o Golfo da Tailândia na porção sudoeste. Com uma população estimada em pouco mais de 15 milhões de habitantes, o Camboja é o 68.º país mais populoso do mundo e tem o Budismo como religião oficial, praticado por cerca de 95% da população cambojana. Os grupos étnicos minoritários incluem vietnamitas, chineses, chams e outras 30 tribos. A capital e maior cidade é Phnom Penh, o centropolítico, econômico e cultural do país. O reino é uma Monarquia Constitucional, tendo Norodom Sihamoni como representante. O monarca é escolhido pelo Conselho do Trono Real e recebe o status de chefe de Estado. O chefe de governo é Hun Sen, que governa o Camboja há mais de 25 anos.


A Guerra do Vietnã estendeu-se ao Camboja, dando origem ao Khmer Vermelho, que tomou Phnom Penh em 1975. O Camboja ressurgiu vários anos mais tarde dentro de uma esfera de influência socialista, como a República Popular de Kampuchea, que durou até o início dos anos 90. Depois de anos de isolamento, a nação devastada pela guerra se reuniu sob a monarquia em 1993, e tem visto um rápido progresso nas áreas de recursos humanos e econômicos, além da reconstrução de décadas de guerra civil. O Camboja tem apresentado um dos melhores desenvolvimentos econômicos na Ásia, com crescimento médio de 6% nos últimos 10 anos. A agricultura, construção civil, vestuário e turismo atraíram investimentos estrangeiros e estimularam o comércio internacional. As reservas de petróleo e gás natural, encontradas nas águas territoriais do país em 2005, permanecem praticamente inexploradas, em parte devido a disputas territoriais com a Tailândia. Apesar das melhorias econômicas, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país ocupa a 138ª posição, avaliado em 0,543 (empatado com o Laos), indicando que o Camboja possui médio e baixo desenvolvimento humano atualmente.


Apesar das melhorias recentes, a economia do Camboja continua a sofrer instabilidade, como resultado de décadas de guerra civil e tensões políticas. O PIB per capita está crescendo rapidamente, mas ainda é baixo em comparação com outros países da região. A maioria das famílias rurais dependem enormemente da agricultura. As principais exportações do Camboja são têxteis, madeira, borracha, arroz,pescado e tabaco. Além destes, destacam-se também o cultivo do café, cana-de-açúcar, chá, borracha e pimenta-do-reino. O cultivo do arroz é praticado em vales fluviais de forma intensa, com elevada produtividade. Os principais parceiros de exportação do país são os Estados Unidos, Singapura, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Vietnã.


A Pimenta do Reino, uma especiaria valiosa , é muito versátil, vai desde a utilização na culinária, na composição de drinks, produtos de beleza e até a fabricação de telas de tv e monitores LED. É do Cambodja que colhemos essa receita tradicional de Pimenta do Reino, agora é só meter a mão na massa e experimentar. 


(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Camboja acessado em 04 de junho de 2014)

Ingredientes
01 colher de sopa de pimenta do reino
08 colheres de sopa de açúcar preferencialmente mascavo
Óleo de Girassol 

Modo de Preparo

Pegue uma colher de Pimenta do Reino pile manualmente para liberar os óleos essenciais da especiaria. Depois em um vasilha misture o açúcar e o óleo de girrasol até ficar uma pasta granulada. 

Modo de Uso

Nas pernas use com massagem ascendente, principalmente sobre áreas ásperas, com resíduos de edema ou celulites. Na coluna ou articulações doloridas e inflamadas pode ser aplicada com massagem ou com compressa quente ( não ultrapassar 50 graus ). No rosto aplicar com massagem circular e evitar a área dos olhos com o objetivo de esfoliação e renovação celular. 

Indicações

Artralgias, Artrites, Bursites, Tendinites, Lombalgias, Edemas Locais e Residuais de Membros Inferiores, Cicatrizes Queloides, Celulites, Rejuvenescimento Facial e Tonificação Muscular. 

Contra-indicações 

Feridas abertas e/ ou infectadas ou alergia a um dos componentes da fórmula. Diabetes ao usar compressas quentes só o devem fazer na presença de profissional fisioterapeuta devido as alteraçôes de sensibilidade térmica e dolorosa que podem ocasionar queimaduras. 

Dr. Gilmar Barros 
Fisioterapeuta
Fisiologista e Biomecânico Humano
Certificado em Osteopatia - CO (EBOM)



segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Nova Política de Saúde Brasileira

No início da década de noventa do século XX o Brasil passou por uma intensa transformação político-administrativa implementada pelos Governos da abertura democrática objetivando preparar o país para a globalização, ou seja, um mundo unido pela informação e as diversas tecnologias e a competitividade econômica e da produção. Para tanto a criação do Plano Real para combater a inflação e estabilizar a economia criados pela equipe do então Ministro da Fazenda,  no Governo Itamar Franco, após o Impeachment do Presidente Fernando Collor, foi a base de uma também nova política social nacional. Necessitava-se agora abrir a economia, reduzir o tamanho do Estado, e incorporar políticas de inclusão social para reduzir anos de apartheid intra e inter-regionais, naquela época também decidiu-se privatizar e abrir as telecomunicações brasileiras, forças contrárias levantavam as bandeiras da soberania e dos direitos das famílias sobre as empresas estatais como se essas pertencessem "realmente" ao povo brasileiro e não fossem gigantes voltados ao uso de poucos, hoje os benefícios dessas políticas redesenharam um novo Brasil. É certo que no campo da saúde uma nova política nacional de saúde, traduzida pela implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) baseado nos princípios de universalidade, integralidade, equidade e horizontalidade das ações com ênfase aos conceitos preconizados da Promoção da Saúde reduziram o débito do Governo com as populações mais fragilizadas. Porém a mercadilização da saúde por setores médicos retrógrados aos movimentos plurais de saúde ameaçam constantemente essa nova política, desde o ano de 2002  transitava no Congresso Nacional o Projeto de Lei do Ato Médico 268/2002 transformado no Projeto 7.703/2006 que  entre outras coisas buscava re-hierarquizar as profissões da saúde, deixando as diversas ciências e profissões sobre a tutela médica, impedindo a fluência democrática e complementar das ações de saúde, abandonando assim conceitos como complementariedade, mustidisciplinariedade e transdiciplinariedade, o que na prática traduzir-se-i-a em uma destruição por completo do SUS. 
No último dia 17 de junho do corrente ano o projeto foi aprovado quase por unanimidade no Senado Federal, com apenas um voto contra o do Senador Aloisio Nunes (PSDB-SP). Ciente do ultraje cometido pelo Congresso Nacional, a Presidente Dilma orienta por setores dos Ministérios da Saúde e Ministério do Planejamento vetou pontos importantes que impediam o exercício profissional de outras profissões, poriam em risco a saúde dos brasileiros e destruiriam a política de saúde do SUS. Por isso esses vetos tem que ser mantidos pelo Congresso Nacional como forma de corrigir o tremendo erro cometido.
Agora a Presidente Dilma anseia mais uma Revolução para o Brasil, abrir o país a chegada de novos médicos, médicos estrangeiros, capazes e cheios de conhecimentos sim, porque é isso que encontramos quando visitamos, participamos e ouvimos palestras em Congressos Internacionais de Saúde, nos mais diversos campos da medicina e outras profissões. Sejam bem vindo amigos estrangeiros, o povo sofrido e excluso das áreas das periferias das grandes cidades e das regiões pobres do norte, nordeste e Centro-Oeste deste país os espera com grande ansiedade e alegria, porque ruim é morrer ou perder um parente por falta de atendimento.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A LEI DO ATO MÉDICO AMEAÇA A SAÚDE DOS BRASILEIROS

Como estudioso e defensor da saúde coletiva, e isso não faço para aparecer ou ter proveito político, ao refletir sobre a aprovação da Lei do Ato Médico pelo Senado Federal no cobrir dos panos diante as manifestações em protesto do povo brasileiro fiz duas reflexões. A primeira, que os bons e honestos colegas médicos nunca dependeram e nem dependerão de uma lei de reserva de mercado que protege os maus profissionais e põe em risco a maioria da população brasileira desprovida de saúde no contexto que impede de forma clara o exercício profissional das outras categorias e sua intervenção necessária no resguardo da vida e saúde dos pacientes estimulando cada vez mais a medicalização da saúde - modelo ultrapassado , caro e ineficiente baseado no modelo econômico capitalista americano ao qual aquela sociedade mesmo diante do lobby comercial das grandes empresas de saúde que tratam a mesma como negócio e não como direito básico; e por isso uma grande afronta ao Sistema Único de Saúde do Brasil que mesmo diante de diversas e profundas falhas ainda é um dos mais universais e promotores de cidadania das américas permitindo desde ações de cuidados básicos como o tratamento de diarreias à procedimentos como tratamento de câncer, transplante de órgãos e tratamento das patologias mentais. A segunda refere-se a mais perigosa e desnecessária artimanha quanto ao exercício profissional, é a desnecessária hierarquização  dos profissionais da saúde que tornam-se subservientes a vontade do médico e sua atuação majoritária e carente de conhecimentos específicos de cada profissão, que diante da propositura da referida lei pelo Congresso Nacional fruto dos lobby da bancada médica na legislatura, resulta a grosso modo algemar e aprisionar a saúde,  detendo para a profissão médica conhecimentos científicos e técnicos das demais profissões como nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, entre outras; tal anseio além de esdrúxulo e malvado para com a sociedade poderia por si só ser considerado um crime hediondo, dado que rouba das profissões e seus atores direitos dantes adquiridos com repercussões que podem levar a morte social das mesmas e um aumento de proporções nunca vistos da exclusão dos mais pobres ao direito da saúde, já que como lei de reserva de mercado e diante de profissionais cada vez mais escassos nas áreas mais pobres ficará difícil garantir cidadania país a fora. Assim solicito das autoridades constituídas, em especial ao Ministério Público Federal e as diversas autarquias profissionais como COFEN, COFFITO, CFP, CFN, CFF, associações de profissionais, dentre outros a realizarem intensa mobilização social na defesa da saúde dos brasileiros ameaçada mais uma vez pelo corporativismo capital. TODOS CONTRA O ATO MÉDICO.
Assine o abaixo-assinado contra mais essa arbitrariedade dos políticos brasileiros em:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N20540
http://www.coffito.org.br/index.php?script=Arquivos&acao=visualizarArquivoAction&idArquivo=2454

terça-feira, 28 de maio de 2013

Gravidez Precoce, Pobreza e Saúde Pública

A muito nos meios acadêmicos se discute sobre GRAVIDEZ PRECOCE e POBREZA. Para alguns especialistas gravidez precoce é sinônimo de gravidez na adolescência ocorrida entre 15 e 19 anos, ou antes pois cada vez mais a iniciação sexual de crianças é mais frequente no mundo seja por violência doméstica ou fatores de risco tais como modismo entre os grupos sociais ou dos meios de comunicação. Diferentes destes, outros especialistas consideram a GRAVIDEZ PRECOCE aquela ocorrida quando não há uma estrutura familiar definida, seja fruto de um "percalço" durante a prática sexual como o que ocorre quando o sexo é feito sem proteção, e/ou os futuros pais não tem situação social e financeira definida como profissão ou colocação em emprego. Porém ambos os grupos de especialistas apontam duas características comuns a ocorrência da GRAVIDEZ PRECOCE, a primeira diz quanto ao baixo nível educacional e cultural, ou seja, pessoas com baixa escolaridade e nível de conhecimento cultural tendem a ser objeto deste problema também considerado de saúde pública; a segunda, diz respeito a pobreza, ou seja, quanto menor o poder aquisitivo de um família, mais exposta esta está suscetível ao nascimento de uma criança não planejada.
Mas por que consideramos este fato demográfico um problema de saúde pública? dizemos que é um problema de saúde pública toda a situação de risco social e de saúde que implica sobre o bem estar da sociedade, no caso da GRAVIDEZ PRECOCE, o nascimento de um filho não planejado impõe geralmente maior carga sobre os serviços de saúde e previdência social dado que aumenta a carga de dependência dos membros da unidade familiar em relação as ações do Estado. Assim, uma criança não planejada filha de pais que não tem sustento próprio, não possuem conhecimento sobre uma dieta apropriada, não detêm conhecimentos básicos de manutenção da saúde, não possuem moradia apropriada, nem formaram um ciclo familiar único em torno da criança a expondo a diferentes espaços familiares; sofre implicações tanto psicológicas como carência de assistência alimentar, ambiental e de saúde. No campo da saúde a incapacidade financeira em ofertar um plano ou seguro de saúde, e a necessidade de uso do Sistema Único de Saúde já extrapolado na relação oferta-demanda implica geralmente na falta de assistência e/ou perda de eficácia e efetividade quando essa é disponibilizada.

Mas a GRAVIDEZ PRECOCE pode ocorrer em famílias mais abastadas e com nível educacional mais elevado? Pode sim. Porém esses fatores são ditos de proteção para essa "entidade patológica", pois famílias mais estruturadas economicamente e com melhor nível educacional encontram-se geralmente mais estruturadas desde que promovem o diálogo interfamiliar, tem objetivos financeiros e de status social bem definidos, além do que, por isso estimulam seus filhos a prática do sexo seguro entre outras coisas. Contudo a falta do diálogo quando acontece é fundamental para que estas venham a serem, digamos, pegas de surpresa.    

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Breve reflexão epistemológica sobre Fisioterapia e Ciência

Alguns colegas fisioterapeutas têm nos últimos anos imprimido discussões sobre se a Fisioterapia pode e deve ser considerada uma ciência, partindo de afirmações abstratas e mercadológicas tipo "Fisioterapia é ciência!", porém muitos desses não encontram em si nenhum embasamento teórico-metodológico sobre o que é a Fisioterapia ou mesmo ou que seja ciência. Esse artigo busca esclarecer aos profissionais de saúde, principalmente àqueles denominados Fisioterapeutas, sobre o significado epistemológico da Ciência e da Fisioterapia. Para tanto fizemos busca em extensiva literatura disponível nas bases de dados da Scielo e Pubmed.
Epistemologia é o ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento humano, pelo que também é designada de “teoria do conhecimento"Ciência (do latim scientia é traduzida como conhecimento) refere a qualquer conhecimento ou prática sistemática desenvolvida pelo homem em um campo delimitado de estudo. Portanto carece de método próprio de investigação denominado método científico, que busca o entendimento das verdades existentes no universo, percebidas pelo homem no seu percurso de vida, não obstante estável, mas dinâmica, pois as verdades da ciência evoluem com a produção da própria ciência e de como esta é percebida pelo homem.
Quanto à natureza da ciência esta pode ser respondida a partir de diferentes pontos de vista. A pergunta “O que é ciência?” pode ser pode receber conotação empírica (o que tem sido historicamente a ciência?),  conotação normativa (o que deveria ser a ciência?), conotação do tipo analítico ( o que poderia vir a ser a ciência?)
Não obstante a isso, a Fisioterapia é definida pelo Conselho Federal de Fisioterapia como ciência do Universo da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da Biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia (movimento), da sinergia funcional, e da patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais. Pelo exposto podemos afirmar que Fisioterapia é ciência, mesmo que a grande maioria dos profissionais desta ainda não produzam estatísticas confiáveis e desenvolvam estudos confiáveis, ainda estando a mesma assolada no “desconhecimento” proposital e irresponsável de muitos que vendem tratamentos mágicos e nada eficazes, enquanto uma minoria dividida em diversos países luta incansavelmente para a construção desta ciência produzindo uma nova realidade baseada em evidências.